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O livro "Os Miseráveis", de Victor Hugo, narra a história da miserável vida de Jean Valjean, um homem extremamente pobre. Por isso, ao não possuírem dinheiro, ele e sua família passam fome. Assim, embora ficcional, tal panorama retrata a alarmante falta de alimentação no Brasil (Essa discussão precisa estar melhor relacionada), o qual tem como principal causa a grande desigualdade social. Com isso, é necessário avaliar esse problema para tratá-lo de modo adequado.
A princípio, deve-se analisar a oferta e demanda de alimentos. Nesse contexto, a desanimadora Teoria Populacional Malthusiana, do século XVIII, afirmava que o número de pessoas ultrapassaria a produção alimentar e, por isso, a pobreza assolaria o mundo. Entretanto, esta temível profecia não se concretizou, (Sem vírgula) devido à Revolução Verde, ocorrida no século XX, a qual introduziu inovações tecnológicas no campo. Dessa forma, houve o tranquilizador aumento na quantia de comida, a ponto de suprir todo o Globo. Logo, a fome deveria ser erradicada. (Articule mais as discussões apresentadas)
Contudo, contraditoriamente, enquanto um terço dos alimentos são desperdiçados, cerca de 5 milhões de brasileiros não possuem produtos alimentícios. Por conseguinte, os dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam a desigual distribuição desse bem precioso à vida, em virtude das discrepantes rendas: os ricos podem comprar comida, mas os pobres, em maioria desempregados, carecem de poder aquisitivo para tal. Nesse sentido, torna-se urgente combater esse mal. (Desenvolvimento superficial)
Dessarte, medidas devem ser tomadas para atenuar a fome no país. Portanto, para isso, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o Poder Legislativo precisam criar leis para promover e regulamentar a atuação de pequenos agricultores, por meio de pagamento de subsídios agrícolas a eles, conforme as suas respectivas produtividades alimentares. Desse modo, eles conseguirão sustentar-se e, ainda, poderão vender o excedente, o que estimulará o mercado nacional, além de gerar mais empregos. Somente assim, (Sem vírgula) a igualdade será alcançada e as pessoas não passaram passarão fome, pois, como afirmou o escritor irlandês George Bernard Shaw, o progresso é impossível sem mudanças. (Reestruture a proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
600
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |