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O artigo 6º da Constituição Federal brasileira prevê a alimentação como um dos direitos sociais de todos os cidadãos. Todavia, diversos obstáculos são encontrados para o alcance pleno desse direito. Fatores como a má distribuição de renda e a grande taxa de desemprego trazem à tona o drama de milhares de famílias brasileiras, (Sem vírgula) que, em situação de miséria, enfrentam o problema da fome.
De maneira geral, a região Nordeste do Brasil tende a ser uma das mais afetadas, pois possui um número considerável de pessoas em circunstâncias miseráveis. A falta de políticas públicas e de incentivo à agricultura, somadas ao desemprego, fazem com que muitas famílias não tenham acesso a recursos vitais, ocasionando inúmeros casos de desnutrição. Desse modo, a fome se revela parte de outros problemas enfrentados, como o difícil acesso à educação e assistência médica precária. (Garanta a progressão de sentido nas discussões apresentadas)
Ademais, observa-se que a maior concentração de renda do país se encontra nas grandes metrópoles; (Sem vírgula) e (Vírgula) além disso, nas mãos de uma pequena parte da população. Sendo assim, as classes mais baixas, das quais se originam a quantia mais significativa de impostos, (Reestruture essa ideia) sofrem demasiadamente os efeitos de um sistema capitalista, não desfrutando de melhor qualidade de vida e do respaldo merecido. (Discussões superficiais)
Diante do exposto, urge a necessidade de acabar com o problema da fome no Brasil. Para isso, é necessária a atuação do Ministério da Agricultura, junto ao do Meio Ambiente, para realizar a manutenção de terras afetadas pelas secas no Nordeste, visando à produção de alimento para as famílias em situação de miséria e que utilizem da agricultura como meio de trabalho. O Ministério da Saúde, por sua vez, deve atuar através da fiscalização de postos de saúde em regiões mais pobres, disponibilizando profissionais conforme as demandas exigidas, visando assistência médica de qualidade à população. Por fim, o Ministério da Economia deve fomentar a circulação de renda, promovendo a ascensão de pequenas empresas e o crescimento de microempreendedores, a fim de que haja geração de empregos. Dessa maneira, será possível proporcionar aos cidadãos brasileiros o pleno direito constitucional à alimentação, de forma a estabelecer a igualdade e construir um Brasil mais justo.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |