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No livro "Quarto de despejo" (Vírgula) Carolina Maria de Jesus narra a própria história em formato de diário. Mulher, negra, favelada e mãe de três filhos (Vírgula) a autora compartilha fatos da miserável vida de uma catadora de papéis, evidenciando a dor física da fome e a inacreditável carência extrema. Paralelamente, apesar de a obra ter sido escrita nos anos 60, o atual panorama da desigualdade social e fome no Brasil ainda é um assunto presente na sociedade.
Convém ressaltar, a princípio, a falta de recursos e diferenças sociais é uma problemática histórica brasileira. Desde o período colonial grandes terras eram doadas e controladas por poucas pessoas, tornando-se propriedade privada após a independência e fazendo com que apenas famílias de alto poder aquisitivo tivessem pleno acesso. Com a abolição da escravatura, em 1888, os escravos recém-libertos não tinham lugar para morar ou trabalhar. Dessa forma, esses indivíduos viram como única alternativa a ocupação da terra e construção de casas ilegalmente, dando origem às atuais favelas brasileiras. (Como as discussões apresentadas se relacionam com o tema? Deixe a relação evidente)
Ademais, devido as péssimas condições de renda e moradia precária considerável parte da população continua vivendo em situação de extrema pobreza (Melhore a construção de sentido). Segundo dados do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) (Vírgula) em 2013 (Vírgula) 3,6% dos brasileiros possuíam déficit alimentar. Nesse contexto, muitas crianças são obrigadas a abandonar a escola para ajudar com as despesas domesticas e, assim, adquirem trabalhos secundários contribuindo com o ciclo da desigualdade, já que sem estudos dificilmente conseguirão melhorar a condição financeira. (Reveja as discussões apresentadas)
Portanto, é incontestável que medidas devem ser tomadas. Para isso, é necessário que o Governo, através do Poder Executivo. (Vírgula) participe de forma mais ativa na vida da população, fazendo maiores investimentos em programas como o "Bolsa Família" e "Minha casa, minha vida" (Vírgula) possibilitando maior auxílio às famílias de baixa-renda, de forma que essas pessoas consigam ter acesso ao básico para viver e possam, então, buscar por melhores condições. (Reelabore a proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
50 |
Nível 2 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas desorganizados ou contraditórios e limitados aos argumentos dos textos motivadores, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
100 |
Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
50 |
Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
450
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |