Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
Atualmente, o Brasil possui o terceiro maior número de presos do mundo, extrapolando 800 mil, de acordo com a projeção da organização não-governamental "Human Rights Watch". Nesse contexto, verifica-se que o atual sistema carcerário brasileiro se encontra falido, uma vez que, por um lado, há um descaso com a educação no país, por outro lado, uma ausência de recursos públicos destinados à construção e à manutenção de unidades prisionais.
Em primeira análise, a negligência com a educação no país reflete, de certa forma, na atual situação carcerária brasileira, pois um sistema educacional precário e deficitário – no qual os professores não são devidamente valorizados, as escolas com péssimas condições físicas e financeiras e os alunos sem o incentivo aos estudos (Como essa discussão se relaciona com o tema? Reflita e reestruture) – expõe diretamente os cidadão às desordens e à vida desonesta. Nesse sentido, o mundo do crime, pelo caminho mais rápido e fácil, torna-se mais atrativo, à primeira vista, posto que não se enxerga na educação um futuro promissor para o desenvolvimento pleno da pessoas humana. Com isso, infelizmente, a população carcerária tende aumentar cada vez. (delimite as discussões)
Em segunda análise, muitas vezes, os presos são submetidos a insalubres condições de sobrevivência nas cadeias, tendo que dividir a cela com dezenas de pessoas, quando, na verdade, apenas poucos são permitidos. Este quadro aterrador é possível graças à incompetência do Estado, já que não existe projetos que venham ampliar os cárceres, dada à a exorbitante superpopulação, nem políticas de manutenção nas unidades. Com efeito, tais empecilhos, segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, retarda a lei restitutiva, segundo a qual indivíduo na prisão aprenderia a restaurar as antigas relações sociais. (Ideias pertinentes, mas precisam ser delimitadas e mais articuladas)
Portanto, em face ao falido sistema carcerário brasileiro, antes de tudo, o governo deveria ampliar os investimentos destinados para educação, visando a proporcionar um sistema educacional eficiente no qual as pessoas tenham, além de uma educação de qualidade, uma escola com boas infraestrutura e os professores reconhecidos. Dessa forma, teríamos (Evite ideia de primeira pessoa), certamente, um reduzido número de presos no Brasil. (Reformule a proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
750
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |