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O avanço da internet facilitou a comunicação com amigos e familiares distantes e potencializou o acesso e a divulgação de notícias. Porém, junto com seus avanços (Vírgula) a web se tornou palco de discursos de ódio, amplificando os preconceitos já existentes. Cerca de 84% das menções sobre temas como racismo, política e homofobia nas redes sociais são negativas, tendo o assédio e incitação ao estupro vistos como “piadas” que são curtidas e compartilhadas. Cabe, assim, analisar o comportamento do usuário na rede e as punições para seus atos.
Em meio a grande exposição de informações midiáticas, são constantes, (Sem vírgula) os enxames de comentários maldosos que fomentam os discursos de ódio nas redes sociais. De fato, a qualquer momento histórico social e em qualquer Mídia Social, mensagens preconceituosas, intolerantes, homofóbicas e misóginas promovem ódio, hostilidade e violência, também, incitando a crimes de racismo e xenofobia, contra uma pessoa ou grupo, para insultar ou perseguir. Exemplo disso foram os ataques racistas de haters contra a atriz Taís Araújo, a cantora Preta Gil e a apresentadora do Jornal Nacional Maria Júlia Coutinho, provando, (Sem vírgula) que, (Sem vírgula) a presença do racismo ainda é forte, com 97,6% de menções negativas na rede. (Delimite as discussões)
Ademais, a suposta impunidade no espaço digital (Vírgula) junto com a sensação de anonimato pelo internauta (Vírgula) corrobora para a disseminação de mensagens danosas em diversas plataformas. Na web, a fiscalização e vigilância de conteúdos e menções maléficas nocivas são fracas, as penas para os culpados são leves e existe dificuldade de encontrá-los, já que, (Sem vírgula) são criados perfis falsos, fazendo parecer, assim, que a world wide web é “terra sem lei”. Segundo Javier Lesaca, doutor em História e pesquisador, as regulamentações legais devem ser atualizadas e as penas por incitação ao ódio precisam ser endurecidas e exigir das plataformas mais rapidez para detectar e eliminar esses conteúdos.
Cabe, portanto, as empresas responsáveis pelas redes sociais usar de vigilantes, ou seja, funcionários capacitados para a fiscalização e remoção de conteúdos que fomentem ódio à etnia, religião e nacionalidade (Vírgula) e incitem crimes. O Ministério da Justiça deve regular, (Sem vírgula) através de departamentos específicos em crimes virtuais e multar as empresas caso não removam esses conteúdos de suas plataformas. A mídia deve alertar a população da responsabilidade de cada um como usuário na internet refletir sobre seu comportamento online (Problemas na construção de sentido), através de informes publicitários e propagandas, nas novelas e discussões em programas televisivos. Garantindo, assim, que a linha tênue que separa a liberdade de expressão do discurso de ódio não seja ultrapassada, assegurando a liberdade de se expressar e o respeito ao outro. (Delimite)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |