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É questão unânime a importância do meio ambiente para o desenvolvimento socioeconômico de uma nação. Porém, o abuso de grandes corporações pode levar a natureza ao colapso, como visto em tragédias ambientais como em Mariana e Brumadinho. (Explore mais as discussões iniciais)
Tendo em vista ambos os desastres, é inevitável perceber claras semelhanças. O mesmo erro se repetiu, e a Vale do Rio Doce, empresa dona das barragens de rejeitos que se romperam, já tem uma multa de R$600 milhões a pagar ao Ibama, por danos que, na realidade, são incalculáveis, impagáveis e irreparáveis. (Abordagem superficial do tema. Reestruture as discussões)
Outro caso que parou o Brasil, ainda no ano 2000, foi o vazamento de óleo na Baía de Guanabara. Os prejuízos causados pela delinquência da Petrobras se refletiram na ameaça à população de mangue na região, arruinando a fauna e a flora que dependiam daquelas águas para sobrevivência. Atingindo áreas de proteção ambiental, o vazamento ainda não teve todos os seus malefícios revertidos, e a Baía de Guanabara hoje se vê abandonada em lixo e excrementos. (Desenvolvimento limitado. Desenvolva mais as discussões)
Mesmo rígida, a legislação ambiental brasileira não aparenta intimidar aqueles que só buscam lucro e vantagens acima de tudo. Exemplo disso é a declaração da Vale apenas 3 dias depois de Brumadinho se afundar em lama e rejeitos. A empresa se disse (?) sem responsabilidade sobre o ocorrido, em um ato de negligência e desumanidade. (Desenvolvimento limitado)
Em suma, o que falta são mais abrangentes (Probemas na construção de sentido) monitoramento e fiscalização por parte dos órgãos estatais responsáveis. Locais com risco eminente de qualquer ameaça ambiental devem ter vista grossa através de visitas diárias e preparação (por ambientalistas e especialistas da área) de equipes, sobretudo prontas para, em caso de desastre, conterem ao máximo prejuízos e danos ambientais irreversíveis, evitando assim descaso de empresas sobre o bem mais importante do Brasil: a natureza. (Desenvolva mais a proposta de intervenção, pois está limitada)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |