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“Eu vejo o futuro repetir o passado”. A composição de Cazuza é atemporal, uma vez que parece retratar o desastre ambiental ocorrido em Mariana e, posteriormente, em Brumadinho. Ambas as cidades mineiras foram vítimas de rompimentos de barragem por imprudência da mesma empresa – A Vale. Adiante, esse acontecimento levantou discussões tangentes à negligência ambiental por partes das grandes corporações e seus efeitos. Nesse sentido, é indubitável que tragédias como essas são fruto tanto da irresponsabilidade de empresas, tanto quanto da falha fiscalização governamental.
A princípio, consoante ao economista brasileiro Hugo Penteado, vê-se que muitas empresas, tendo como prioridade o lucro, não dão a devida atenção aos impactos que suas ações podem causar ao meio ambiente. Nesse contexto, tem-se como exemplo a empresa Vale que, em ambas as barragens rompidas, havia optado por construir o tipo mais barato e, consequentemente, mais perigoso. Sob esse viés, percebe-se a importância das punições propostas na legislação ambiental, que muitas vezes é questionada quanto à sua rigidez. (Ideias pertinentes, no entanto precisam estar mais articuladas)
Ademais, a Constituição Cidadã de 1988 considera dever do Estado proteger o meio ambiente. Entretanto, nota-se uma falha na fiscalização governamental no Brasil. Tal conduta possibilita a ocorrência de irregulares no cumprimento das normas ambientais por parte das empresas. Um exemplo é, novamente, a negligência no vistoria da barragem de Brumadinho, que era classificada como de “baixo risco”. Assim, percebe-se a necessidade de um maior monitoramento ambiental. (Abordagem limitada das ideias apresentadas)
Portanto, urge que o Poder Público, em parceria com os órgãos fiscalizadores, promova uma maior fiscalização, (Sem vírgula) através de vistorias mais regulares e rígidas, para que, assim, seja garantido o cumprimento das leis ambientais por parte das corporações. Ainda, o Poder Legislativo deve sancionar punições mais rígidas às empresas que não cumprirem as normas relacionadas ao meio ambiente. (Desenvolva mais a proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |