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Desde os primórdios da humanidade (Evite expressões clichês), as noções associadas à sexualidade moldaram-se de acordo com os costumes vigentes de cada época. Assim, mesmo diante de uma realidade a qual amplia à troca de informações sobre o tema, tal discussão entre jovens ainda perpassa uma realidade fomentada por tabus e possíveis vulnerabilidades relacionadas a seus corpos. Dessa forma, a educação surge como principal agente capaz de não só desmistificar preconceitos a respeito do sexo, como também permitir o autoconhecimento do sujeito relacionado a questões em torno de sua sexualidade.
Sob esse viés, se por um lado o dado proferido pelo Programa de Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP) (Informação não desenvolvida no texto) corrobora um início cada vez mais cedo dos adolescentes na atividade sexual, faixa entre os 13 e 17 anos, por outro, as orientações sobre tais práticas não ocorrem de maneira equiparada. Nesse ínterim, a própria resistência em se tratar do assunto no espaço familiar acaba sendo refletida no modo como às questões sexuais são abordadas nas escolas, muitas vezes superficiais e distantes das diferentes sexualidades existentes. Prova disso, remete-se a supressão dos temas ‘’gênero’’ e ‘’sexualidade’’ da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o que resulta em uma possível dificuldade em se promover o fim de graves situações de intolerância nas salas de aula.
Paralelo a isso, apesar do maior acesso a métodos anticonceptivos, a ausência da educação sexual nas escolas torna o jovem mais suscetível às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e aos casos de Aids. Tal conjuntura é ainda intensificada ao sexo feminino, que por sua vez lida com resquícios de uma sociedade marcada por posturas machistas através de abusos sexuais. Ademais, muitas meninas, devido à falta de proteção adequada, lidam com o risco de uma gravidez indesejada, já que segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1 em cada 5 crianças é filha de mãe adolescente, cujo 58% destas não estudavam quando engravidaram.
Em síntese, a fim de que a educação sexual seja assegurada, o Ministério da Educação (MEC) deve promover a mudança na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) com fins de que temas ligados à orientação sexual integrem a matriz curricular. Soma-se a isso, (Sem vírgula) a ação necessidade de formação dos educadores para atuarem na promoção de aulas interativas e no atendimento relacionado à prevenção de ISTs aos alunos e na realização de um trabalho pedagógico que envolva as famílias. Por fim, a mídia com seu caráter socializador, com o intuito de aproximar tal temática aos jovens, deve inserir em suas programações infanto-juvenis a discussão de questões sexuais. (Reestruture e articule mais a proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
700
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |