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Em 2017, um dado proferido pela Organização das Nações Unidas (ONU) delineou o Brasil como o sétimo país com maiores taxas de morte entre jovens. Nessa perspectiva, apesar de recente, tal pesquisa reflete um cenário alicerçado na formação desigual do país, e que, portanto, mostra-se ineficaz em garantir efetivamente as normas necessárias ao desenvolvimento do sujeito. Dessa maneira, diante da marginalização de seus direitos, torna-se inegável à discussão da criminalidade entre os jovens, com o fito de evitar a associação do crime a uma válvula de escape que permita a sua ascensão social.
Nesse ínterim, à medida em que a desigualdade social atinge camadas específicas no território brasileiro, o jovem tende a perder a qualidade de seus direitos, e consequentemente é exposto a situações de violência. De fato, tal conjuntura relaciona-se à Teoria do Controle Social (Vírgula) proposta pelo sociólogo Travis Hirschi: crimes ocorrem quando os laços sociais que o indivíduo mantém com a sociedade se encontram enfraquecidos ou rompidos (Use aspas em caso de citação). Desse modo, pautada em uma realidade a qual se distancia cada vez mais de modelos que vinculem esforços a êxitos, muitas vezes a realização de atos ilícitos é ocasionada por uma tentativa de equiparar as falhas existentes no meio social do indivíduo.
Paralelo a isso, ao afirmar o tráfico de drogas e o roubo qualificado, (Sem vírgula) como respectivos crimes mais cometidos por adolescentes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) corrobora um contexto que expressa a vulnerabilidade do indivíduo diante da ausência de emprego, acesso à educação ou qualquer outro meio necessário a sua renda e dignidade humana. Ademais, a ausência de suporte familiar pode indiciar os primeiros sinais de desamparo ao jovem, e subsequentemente suas primeiras tendências ao crime na adolescência – período o qual a pessoa se mostra mais suscetível a influências externas referentes à formação de conceitos sobre si mesmo.
Diante do exposto, a fim de que a efetivação dos direitos entre os jovens reverta a sua associação a criminalidade, é necessário que o Ministério do Trabalho (MT) em parceria ao Ministério da Educação (MEC) fortaleça a Lei da Aprendizagem nas escolas em áreas de baixas rendas com o intuito de inserir os alunos a funções produtivas, bem como a geração de renda àqueles que habitam situações de vulnerabilidade social. Por fim, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), (Sem vírgula) deve atuar através de profissionais da área, tanto no suporte jurídico e social tanto as famílias em risco, quanto no monitoramento daqueles que cumprem medidas socioeducativas. Poder-se-á, assim, equiparar as oportunidades de desenvolvimento entre os jovens no Brasil.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |