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O romance “1984”, do autor George Orwell, conta a história de um Estado totalitário fictício, cuja população sofre uma lavagem cerebral, mediante o uso de propagandas televisivas e de cartazes intimidadores. Fora da esfera literária, porém, a manipulação dos comportamentos individuais é uma triste realidade, a qual é corroborada principalmente pela internet. Desse contexto, infere-se que tal problemática advém da globalização e resulta na alienação social.
Em primeiro ângulo, convém ressaltar o processo de diminuição de distâncias, propiciado pela internet, como impulsionador do impasse. Prova disso é a ascendente influência que a mídia internacional exerce sobre os brasileiros, ora pelo controle de dados, ora pela individualização das notícias veiculadas (Reestruture essa dicussão). Consequentemente, essas práticas possibilitam a revoltante manipulação dos usuários que, por sua vez, têm suas vidas e as suas rotinas invadidas. (Explore mais as ideias apresentadas)
Ademais, outra lastimável consequência do problema é a alienação dos cidadãos, que perdem o seu senso crítico posteriormente. Nesse sentido, já dizia Karl Marx que o controle da informação diária e da burocracia é uma peça fundamental na alienação de uma sociedade pós-industrial (Use aspas em citação). Logo, é inaceitável que exista um “absolutismo informacional” nos jornais, nos rádios e, especialmente, nas redes sociais, porquanto um dos direitos fundamentais da Constituição Federal é a liberdade de pensamento.
Destarte, faz-se necessário que o governo fomente a lucidez populacional quanto aos riscos da manipulação na internet. Para isso, o Ministério Público deve alertar a população sobre os perigos da exposição excessiva nesse âmbito, por meio de publicações nas redes sociais do órgão, as quais deverão contemplar “memes”, charges lúdicas e estatísticas tangentes à problemática, visando a abrangir todos os extratos sociais. Por conseguinte, a alienação social tornar-se-á sujeita ao fim e a globalização terá seus impactos amenizados, afastando, assim, o Brasil da assustadora ficção escrita por George Orwell. (Proposta superficial)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |