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Ao descrever a personagem Iracema (Vírgula) no livro de mesmo nome, sob um olhar nacionalista, José de Alencar caracteriza a principal expressão literária da época, denominada de Indianismo. Tal movimento, com aspectos ufanistas, torna o índio a figura central do país recém-independente recém independente, a fim de se criar uma identidade cultural ao Brasil. Entretanto, apesar da miscigenação existente sobre os povos formadores da sociedade nacional, a noção de uma supremacia branca e estrangeira ainda inferioriza a identidade indígena mesmo após a conquista de direitos e demarcações as quais corroboram para a sua importância.
Nesse sentido, por meio da perífrase ‘’a virgem dos lábios de mel’’ o autor atenua a inocência atribuída a figura indígena, exemplificado pela exploração do colonizador sobre esse grupo (Reveja essa ideia). Convém ressaltar que a invasão dos europeus representou o início da desagregação de muitas tribos, e consequentemente deu origem a conflitos referentes a demarcação de territórios indígenas, que por sinal permanecem até os tempos mais recentes, dada a morosidade da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) a respeito da homologação de inúmeras áreas destinadas aos povos nativos, em contraponto a resistência de grandes empresários e agricultores. Dessa forma, tais disputas indicam não só o reflexo da aculturação sofrida pelos índios, mas também a constante luta enfrentada por esses para manterem a sua cultura na sociedade contemporânea. (Discussões pertinentes, mas precisam ser reestruturadas)
Paralelo a isso, apesar dos avanços legislativos como o Estatuto do Idoso e a lei 11645, a qual inclui a História e cultura afrodescendente e indígena na grade curricular das escolas, a visão conferida aos índios permanece socialmente estigmatizada. Assim, a concepção generalizada de um indígena fadado à praticas primitivas de vida e isolado em tribos fortificam estereótipos e dificultam a sua integração ao meio coletivo. Outrossim, a escassa ação de políticas públicas, sobretudo voltadas a saúde, reflete na preservação de grupos indígenas isolados, uma vez que há maior vulnerabilidade em relação as doenças oriundas de madeireiros ilegais nas matas.
Infere-se, portanto, (Redundância) a atuação do Estado na valorização do índio com o intuito de integrá-lo a comunhão nacional. Para isso (Vírgula) o Poder Executivo e a FUNAI têm de agilizar os estudos e demarcações referentes às terras indígenas, bem como intensificar a fiscalização policial de reservas (Vírgula) a fim de manter a defesa de certas tribos. Ademais, o Ministério da Saúde deve fortalecer os conselhos de saúde especializados aos índios por intermédio da capacitação de profissionais. Por fim, o Ministério da Educação (MEC) deve efetivar a lei 11645 nas escolas em parceria a campanhas midiáticas que desmistificam os estigmas ligados aos povos nativos. (Reestruture a proposta de intervenção)