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A atual Constituição Federal, sancionada em 1988, assegura direitos de cidadania aos nativos como competências do governo brasileiro. Em oposição a tal preceito, a população indígena ainda luta diante dos desafios decorrentes da negligência nacional. Nesse contexto, depreende-se que a expansão de atividades empresariais aliada a visão etnocêntrica da sociedade são os principais rastilhos que a nação indígena enfrenta. (Boa introdução)
Em primeira instância, cabe pontuar que comunidades indígenas, desde o período colonial, no século XVI, sofrem com as invasões de suas terras pelas obras de desenvolvimento do país. Isso ficou evidente durante o governo militar de Médici, no qual realizaram-se construções de estradas como a Transamazônica, usinas hidrelétricas e um intenso desmatamento para atividades agropecuárias, afetando, portanto, o espaço de moradia dos povos indígenas, acarretando no seu deslocamento para outras áreas. Dessa forma, percebe-se o impacto dos interesses capitalistas em detrimento dos direitos sociais dos ameríndios, uma vez que tira deles o direito de permanecer em seu lugar de origem. (Explore mais as consequências)
Ademais, vale frisar que os nativos são vítimas de uma visão deturpada de seus valores (Explore essa discussão), (Sem vírgula) construída pelos europeus que, historicamente, foram os primeiros a ter contato. Essa percepção errônea e naturalizada é refletida em obras literárias indianistas como a do escritor José de Alencar, Iracema, a qual transforma o índio numa figura selvagem, ingênua e passiva diante das atitudes exploratórias do europeu. Sendo assim, é preciso desconstruir os estereótipos firmados e se atentar às verdadeiras origens e necessidades desse povo, com o fito de preservar essa cultura que compõe a identidade nacional. (Discussões pertinentes, mas precisam ser reestruturadas e mais exploradas)
Dado o exposto, faz-se necessário uma mobilização de agentes como fundações e instituições para combater as problemáticas supracitadas. Para isso, a FUNAI- Fundação Nacional Indígena- deve intensificar suas operações sobre a proteção e garantia dos direitos indígenas acerca de suas terras demarcadas, denunciando empresas que ferirem esses direitos preestabelecidos e, assegurando aos indígenas, a posse de suas terras. Outrossim, as instituições escolares, por meio de seus docentes, devem propor inovações didáticas – reservar uma semana do ano, ao invés de somente um dia da data comemorativa-, para abordar temáticas desse povo, elucidando sua importância na construção da identidade do país para que cidadãos, desde a sua tenra idade, aprendam sobre o respeito e preservação da diversidade étnica. Feito isso, o Brasil estará cumprindo com os preceitos da atual Constituição cidadã.