Agulhadas na lei do matadouro infantil

Tema: Discutindo a legalização do aborto

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 11/10/2010
Nota tradicional: 8
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O aborto, no Brasil, é permitido em apenas dois casos, o de estupro e quando há risco de vida da mulher, os “abortistas” defendem a legalização da prática, afirmando que a mulher é dona de si, logo, escolher gerar ou não uma criança, é como decidir um candidato nas eleições. Será de fato lícito submeter uma vida humana ao assassinato pelo egocêntrico querer?

É importante analisar o contexto em que esse tema retorna ao debate popular, visto que passamos por um processo eleitoral. Segundo a líder da ONG católica pró-vida, Maria José, o aborto se tornou fator determinante para a vitória nas eleições. Temos observado a mobilização de Igrejas cristãs instruindo seus fiéis a votarem contra os candidatos que apoiAm a legalização. Não é uma agressão à liberdade de opinião, e sim, posicionar-se a favor do que se acredita.

Há uma divergência entre os cientistas sobre o embrião, se ele seria cumpriria o papel de um ser vivo ou não, um irrisório grupo prega que ele não atende a esse padrão, pois até certo tempo durante a gestação, os sentidos não estariam desenvolvidos, então, interromper a gravidez nesse estágio seria retirar um parasita materno. No entanto, a sensatez predomina ao vermos muitos cientistas conceituados afirmarem que com apenas quatro semanas, já houve uma revolução de vida dentro da barriga da mulher.

Dessa forma, a lei deve amparar dois indivíduos interligados, a mãe e seu filho. A Constituição prevê isso, o direito do nascituro. A mulher não pode ser desconsiderada nessa discussão, muitas realizam abortos porque não vislumbram alternativas, sem apoio familiar e do pai da criança, acabam recorrendo a essa prática terrível, inclusive muitas jovens, sendo o número de gravidez juvenil crescente.  Certamente, é mais barato subtrair a vida a investir em programas de planejamento familiar, conscientizando e mostrando os métodos anticoncepcionais. Vemos em anúncios publicitários, um incentivo à sexualidade com distribuição gratuita de preservativos, mas, quando a mulher mais precisa de ajuda, o Governo a entrega a própria sorte.

Aliás, o aborto é moralmente condenável, uma vez que nossos princípios éticos e morais são fundamentados no cristianismo. Tal evidência foi documentada pela Flacso (Faculdade Latino-Americano de Ciências Sociais) que entrevistou 1,2 mil brasileiros, 70% disseram ser contra a legalização do aborto. Portanto, faz-se urgente cobrar dos Governos campanhas de conscientização que expliquem as mulheres e homens sobre planejamento familiar. Contudo, só a inexistência da lei, sem políticas que auxiliem as mães, é relegá-las a agulhas de crochê, para as mais carentes, ou clÍnIcas clandestinas, para as mais ricas. Para a máxima do país melhor, precisaremos de brasileiros para isso.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos