Quando a vida não pode viver
Tema: Discutindo a legalização do aborto
Os avanços da medicina moderna, dos direitos de liberdade e da causa feminista, resultam na maior possibilidade de uma mulher executar o aborto, acabar com uma vida em potencial. Uma gravidez é acompanhada substancialmente por grandes responsabilidades que as mães por motivos sociais, culturais ou econômicos nem sempre estão dispostas a assumir. O aborto, mais do que um assassinato ou um simples ‘método contraceptivo’ é uma questão de saúde física e mental e deve ser entendido como algo particular a cada situação. Sua legalização pode levar a banalização da vida e de sua formação.
Para que uma gravidez indesejada aconteça, deve haver relação sexual. Atualmente, existe uma soma de métodos contraceptivos que eliminam a necessidade de se interromper o desenvolvimento embrionário, eles impedem que o embrião aconteça. A mulher é dona do seu corpo e deve utilizar desses métodos para evitar a gestação, o aborto nesses casos reflete a inconseqüência da gestante, caracterizando assassinato, a retirada de uma vida em potencial.
A gestação pode ser fruto de um estupro, resultando em grandes conflitos psicológicos na mulher e posteriormente na criança. Nenhum ser humano pode abstrair o direito natural de viver do outro. O bebê não tem culpa da perversidade do pai e nem necessariamente a mulher é obrigada a ser mãe do feto, ela deve sim, gerar e dar condições para que essa nova vida tenha carinho quando sair do seu lar provisório. Essa nova vida pode se tornar a alegria de um novo lar, um lar adotivo, onde ele seja bem-vindo e tenha o sentido verdadeiro da vida, seja motivo de alegria.
Quando as duas vidas estão em jogo, a gestação deve ser levada até a última instância, para que a natureza decida por ela mesma. Caso isso se torne impossível, a escolha deve ser de quem tem consciência, a mãe é quem deve decidir entre sua vida e a do filho. É uma situação delicada, onde se manifesta todas as concepções sociais onde a situação se encontra.
A legalização do aborto é deplorar a manutenção do respeito à vida. O aborto camufla os problemas sociais vigentes por trás da discussão, ele é apenas a expressão máxima das dificuldades sociais impostas pela falta de planejamento familiar, educação sexual, e construção de concepções éticas e morais nos jovens. Abortar significa cancelar, anular uma vida e somente a natureza, que é a vida em suma, tem o direito de decidir.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |