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O Ultrarromantismo, corrente literária do século XIX, caracterizava-se pela desilusão adolescente e a obsessão pela morte. Esses traços dialogam de forma inquietante com a realidade contemporânea brasileira, na qual o autocídio é a terceira maior causa de óbitos entre jovens, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Frente a essa problemática, torna-se imprescindível analisar as possíveis razões (Cite algumas para que sejam retomadas ao longo do texto) desse cenário perturbador.
A princípio, deve-se considerar que, ainda segundo a OMS, mais de 90% dos casos de suicídios estão ligados a transtornos mentais. Tendo em vista que a adolescência é uma fase de transição para a vida adulta, marcada por significativa pressão social por decisões de peso (como a escolha profissional) e adequação às normas sociais (como a busca pelo corpo perfeito), não é incoerente admitir a vulnerabilidade da saúde mental do jovem, tornando-o suscetível a patologias como a depressão, que podem levar ao suicídio se não tratadas. A significância do bem-estar psicológico, portanto, não deve ser menosprezada: como disse Platão, viver bem é mais importante do que simplesmente viver (Em caso de citação, use aspas).
Ademais, é de relevância que, exatamente por ser uma fase caracterizada por mudanças biológicas e fisiológicas, a juventude é, por si só, racionalizada como causa de alterações de hábitos e níveis elevados de estresse pelos pais e professores. A falta de informação acerca de sinais de depressão e ansiedade corrobora, assim, para o número de casos de suicídio, pois reduz as chances de formas de prevenção. (Explore mais as ideias apresentadas nesse parágrafo)
Destarte, o suicídio juvenil no país é um problema cuja solução requer medidas visando o amparo psicológico dos adolescentes. Para tal, é mister que o Estado torne obrigatória a assistência psicológica em instituições de ensino públicas e privadas, de ensino médio e superior. Outrossim, as escolas devem realizar palestras informativas voltadas aos pais, conscientizando-os sobre sintomas comuns da depressão e fatores de risco do suicídio. Essas intervenções providenciarão uma rede de apoio à saúde mental do jovem, intencionando prevenir o autocídio. Dessa maneira, poder-se-á dizer que a busca pela cessação de vida entre os jovens brasileiros tem lugar apenas nos livros ultrarromânticos. (Proposta superficial)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
700
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |