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Com o surgimento de ferramentas online (Vírgula) como o Facebook, criado por Mark Zuckerberg, a difusão de notícias passou a ter alcance mundial. Por outro lado, assim como foi benéfico à sociedade, uma vez que intensificou a democratização da informação, trouxe também desafios a serem combatidos, tal como a chamada “fake news”. Nesse contexto, pode-se dizer que o campo midiático tem o potencial de manipular a opinião pública, trazendo consequências nas decisões eleitorais, como o enfraquecimento da democracia.
Em primeira instância, cabe pontuar que o uso do poder da informação para favorecer líderes políticos não é algo recente. Desde o século XX, durante a Segunda Guerra Mundial, as principais ferramentas de divulgação e enaltecimento da ideologia nazista eram as propagandas televisivas e jornalísticas, as quais difundiam informações de cunho político e ideológico para favorecer a imagem do presidente. Sob esse ângulo, essa necessidade de culto ao líder corrobora às alterações de informações como forma de ampliar o impacto dessa propaganda na opinião pública. Dessa forma, a prática de modificar notícias para favorecer determinados interesses abre portas para o mais novo fenômeno da contemporaneidade, isto é, a divulgação de notícias falsas.
Ademais, vale frisar que esse fenômeno justifica grande parte dos impasses políticos, já que a democracia acaba sendo afetada. Tal situação é evidente quando a sociedade perde sua liberdade de pensar por si só diante dos meios digitais que cada vez mais bombardeiam informações (Vírgula) a fim de fazê-los pensar à maneira desses e, portanto, beneficiar interesses particulares, como (Vírgula) por exemplo (Vírgula) a obter êxitos em cargos de liderança. Sendo assim, as decisões políticas vão perdendo o caráter democrático e dando espaço a um viés mais oligárquico, isto é, favorecendo a poucos.
Segundo o físico Isaac Newton, um corpo tende a se manter inerte até que uma força atue sobre ele (Em caso de citação, use aspas). Em coadunação com esse preceito, é mister a necessidade de meios para combater a inércia desse cenário tomado por grande circulação de notícias falsas. Para isso, é imprescindível que as autoridades do poder legislativo elaborem projetos de lei voltados à fiscalização e punição de plataformas midiáticas que permitem a propagação de informações manipuladas, com o fito de evitar tal difusão. Além disso, as escolas, por meio dos seus educadores, devem orientar seus educandos a selecionar determinadas notícias, ou seja, de maneira a instigá-los a procurar diferentes fontes e analisar sua veracidade, sempre buscando manter o posicionamento crítico. Feito isso, plataformas como a do Zuckerberg poderá se tornar um grande aliado a democracia mundial.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
200 |
Nível 5 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
900
|
Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |