Prostituição, um mercado milionário
Tema: Um fator pouco discutido na prostituição
[Redação sem título]
Nota tradicional: 9.5
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Utilizar a venda do próprio corpo para a sobrevivência é um ato milenar. Não se sabe exatamente quando e quem deu início a essa prática. Geralmente, evidencia-se o mercado de prostituição feminina. Pouco se comenta SOBRE a prostituição masculina.
Essa atividade que obtém lucro através de serviços sexuais sustenta um mercado milionário. Pode-se, então, justificar-se esse comércio que perdura anos e anos. A Bíblia que é considerada à base da religião cristã, escrita no ano de 1250 a.C. até o ano 100 d.C., também pode ser vista como um livro histórico que relata a cultura e o modo de vida do povo de sua época. A escritura sagrado, assim denominado pelos cristãos, já cita o ato de se prostituir como fonte de renda.
Muitas pessoas optam por essa atividade pela falta de oportunidade de trabalho e pelo dinheiro “fácil” e “rápido”. Uma reportagem de um canal aberto de televisão entrevistou uma jovem prostituta que justificou sua profissão ao dizer que em apenas uma noite ela consegue receber o salário de seu antigo trabalho, como recepcionista. Por ser um negócio lucrativo, muitos jovens são atraídos para o exterior com falsas promessas. Recentemente, através de uma pesquisa descobriu-se que 70% dos homens que sustentam a rede de prostituição espanhola são brasileiros. A maioria desses garotos de programa, entre 17 e 28 anos, recebe ameaças de vida para continuarem na função.
Nem todos os rapazes não sabem o real motivo da viagem para o exterior. Muitos deles vão conscientes de seu trabalho como prostituto. A “surpresa” vem ao chegar ao país destinado e se deparar com as condições escravistas de trabalho. Entre elas a acomodação desses homens em um micro apartamento, são obrigados a viver em uma condição sub-humana. Além disso, é exigido pelo “empresário” 50% do valor arrecadado com cada cliente, sem contar que cada rapaz já se inicia à “carreira” com uma grande dívida de passagens aéreas e hospedagem.
Por ser uma profissão julgada abaixo dos valores morais da sociedade, gera grandes conflitos e divergentes opiniões. E, muitas das vezes prefere-se abafar o assunto. Trata-se a prostituição como algo que não é certo, sem avaliar sua verdadeira influencia na vida de muitas pessoas que na maioria das vezes só vêem essa alternativa para a sobrevivência, nesse mundo capitalista.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |