Há solução sem antes reconhecer?
Tema: Um fator pouco discutido na prostituição
A prostituição masculina ainda é um assunto muito pouco tratado pela mídia e pela população em geral e, na maioria das vezes, o foco é a exploração que as mulheres que se prostituem sofrem. Isso contribui para que redes que aliciam e exploram homens -principalmente os jovens- continuem atuando livremente dentro do país.
Os homens são vistos por muitos como mais fortes e corajosos que as mulheres e, por isso, quando o assunto é prostituição, são tratados por esses como se estivessem livres de ameças, abusos e violência. Desse modo, o assunto é pouco abordado como um problema público e jovens garotos recebem pouca informação, seja por meio da mídia ou da família, dos riscos que correm ao embarcar para outros paises para trabalhar para essas redes sem saber as condições de trabalho lá fora. E não são poucos que se prostituem: Segundo pesquisa feita pelo Ministério da Saúde espanhol quase 70% dos prostitutos na espanha são brasileiros.
Além disso esse tópico ainda é pouco discutido no país pois o ato de alugar o corpo por dinheiro é visto por uma grande parcela da população como sendo uma coisa feia, imoral e até ilegal. A falta de discursão e pesquisas sobre o assunto, principalmente por parte das autoridades, passa aos chefes das redes de exploraçao a ideia de que essas não investigam esse tipo de crime e que eles podem agir se mantendo impunes. Com isso os muitos jovens viram vítimas dessas redes, sendo iludidos das mais diversas formas e sofrendo com ameaças de morte, extorção, péssimas condições de trabalho e moradia ao serem levados para outros países.
O país precisa reconhecer que a atual situação da prostituição masculina é um problema e que a criação de medidas para solucioná-lo é necessária, permitindo àqueles que se prostituem por vontade própria que continuem se prostituindo, no entando garantindo a eles os direitos de condições de trabalho que qualquer trabalhador que exerce um profissão comum tem: salário minimo, férias, carteira assinada.
A sociedade, em sua totalidade, precisa discutir essa questão abertamente e por todos os meios possíveis, visando sempre respeitar os direitos individuais dos que querem se prostituir e garantir-lhes a igualdade de direitos trabalhistas com relação às outras profissões.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 0.5 |
| Nota final | 6 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |