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Na Grécia antiga, houve um momento de forte sentimento patriarcal dentro da sociedade, no qual o líder se denominava pater, que significa pai de família. A partir de então, além do desafio de conquistar espaço outrora ocupado exclusivamente pelo homem, o feminicídio no Brasil representa mais um novo fator a ser combatido pela figura feminina. Nesse contexto, vale ressaltar que a violência contínua contra a mulher, além de ser fruto de uma herança histórica, se dá pela cultura machista que ainda impera nos tempos atuais.
Em primeira instância, cabe pontuar que as atitudes discriminatórias contra a mulher já eram recorrentes na antiguidade. Comprova-se isso pelas fontes históricas, bem como pelas artes, as quais são nítidas na música “mulheres de Atenas” (Vírgula) do compositor Chico Buarque, que evidenciam a submissão da figura feminina às ordens masculinas as quais se resumiam aos cuidados do lar e dos filhos. Dessa forma, vê-se que para combater essas associações de papéis discriminatórios, (Sem vírgula) é preciso desconstruir essa ideia preconceituosa sobre o espaço que a mulher deve ser necessariamente inserida, sustentado por essa era patriarca. (Cuidado para não fugir do tema)
Ademais, convém frisar que a supremacia masculina ainda é forte na atualidade (Desenvolva mais essa ideia. Uma opção é falar que mesmo após muitos avanços, o machismo ainda é fortemente presente), bem como o sentimento de propriedade na sobre a mulher mulher, refletindo, portanto, as ações violentas. Isso é notório pelos dados divulgados pela OMS- Organização Mundial da Saúde- os quais afirmam que a cada cem mil mulheres, quase cinco mil são assassinadas no Brasil. Diante disso, percebe-se que a luta feminina pela busca de maior independência e proteção contra essas agressões ainda é uma realidade.
Destarte, urge a necessidade de meios para atenuar a problemática do preconceito e violência do homem contra a mulher, além de superar os resquícios históricos. Torna-se imperativo que as autoridades políticas, por meio de verbas e leis, invistam nos órgãos de denúncia, bem como nos seus agentes de segurança para a mulher, de forma a melhorar o atendimento e a atuação desses funcionários, (Sem vírgula) com a contratação de mais profissionais da polícia e capacitação deles. Além disso, a educação, por meio de aulas didáticas nas escolas, deve ampliar o conhecimento do seus educandos acerca da igualdade de gêneros, a fim de fazê-los abandonar a visão preconceituosa que era sustentada nos tempos antigos e passarem a adotar o respeito que a figura feminina deve ter no convívio social. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições sociais da mulher no país.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
700
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |