Tema: Feminicídio no Brasil: um debate importante sobre a violência contra a mulher

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 18/04/2018
Nota tradicional: 650
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Hodiernamente (Evitetermos termos clichês), no Brasil, é notório que muitas conquistas em prol da garantia de igualdade social, política e econômica dos gêneros já foram alcançadas, a exemplo do sufrágio feminino e da maior inserção das mulheres no mercado de trabalho. Entretanto, essas conquistas não foram suficientes para eliminar o preconceito e a violência contra a mulher na sociedade brasileira. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis. (Ótimo parágrafo de introdução)

Ao longo dos séculos, a mulher sempre foi vista como inferior e submissa ao homem. As mulheres de Atenas ficaram conhecidas na história, e na música, como canta Chico Buarque, como exemplos de submissão. No início da idade moderna, Martinho Lutero disse que não há maior defeito numa mulher que o desejar ser inteligente (Desenvolva mais essa ideia). Atualmente, propagandas, novelas e músicas ainda sustentam e corroboram essa inferioridade, gerando atos de violência moral, física, psicológica e sexual. Exemplifica tal situação o grande apelo sexual da mulher nos comerciais de cerveja e o funk “surubinha de leve”, cuja letra recebeu diversas denúncias de apologia ao estupro. Assim, muitos homens julgam ser normal tratar o sexo feminino de maneira agressiva e desrespeitosa. (Aborde mais a questão do feminicídio)

Somada a essa construção ideológica, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão, uma vez que favorece a sensação de impunidade. A vigência da lei “Maria da Penha” possibilitou o aumento no rigor das punições das agressões e mais segurança às vítimas. Além disso, a criação da Delegacia da Mulher contribui para o crescimento das denúncias relacionadas à violência contra a mulher. Contudo, a morosidade processual e fatores como o medo e a submissão econômica ao parceiro, muitas vezes (Vírgula) desencorajam as delações. 

Fica evidente, portanto, que, comparando com décadas anteriores, muito se evoluiu em termos de garantias em prol da mulher. No entanto, no que diz respeito à violência, há muito ainda para ser feito. O Estado deve fiscalizar severamente a celeridade dos processos, para a resposta rápida estimular a denúncia das vítimas. Ademais, as escolas e a mídia devem promover campanhas de conscientização da problemática, estimulando debates de modo a dissolver dos indivíduos os ideais machistas e incentivar a consciência ética e o bom senso. (Proposta superficial)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 100 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 100 Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 650 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos