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Hodiernamente (Evitetermos termos clichês), no Brasil, é notório que muitas conquistas em prol da garantia de igualdade social, política e econômica dos gêneros já foram alcançadas, a exemplo do sufrágio feminino e da maior inserção das mulheres no mercado de trabalho. Entretanto, essas conquistas não foram suficientes para eliminar o preconceito e a violência contra a mulher na sociedade brasileira. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis. (Ótimo parágrafo de introdução)
Ao longo dos séculos, a mulher sempre foi vista como inferior e submissa ao homem. As mulheres de Atenas ficaram conhecidas na história, e na música, como canta Chico Buarque, como exemplos de submissão. No início da idade moderna, Martinho Lutero disse que não há maior defeito numa mulher que o desejar ser inteligente (Desenvolva mais essa ideia). Atualmente, propagandas, novelas e músicas ainda sustentam e corroboram essa inferioridade, gerando atos de violência moral, física, psicológica e sexual. Exemplifica tal situação o grande apelo sexual da mulher nos comerciais de cerveja e o funk “surubinha de leve”, cuja letra recebeu diversas denúncias de apologia ao estupro. Assim, muitos homens julgam ser normal tratar o sexo feminino de maneira agressiva e desrespeitosa. (Aborde mais a questão do feminicídio)
Somada a essa construção ideológica, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão, uma vez que favorece a sensação de impunidade. A vigência da lei “Maria da Penha” possibilitou o aumento no rigor das punições das agressões e mais segurança às vítimas. Além disso, a criação da Delegacia da Mulher contribui para o crescimento das denúncias relacionadas à violência contra a mulher. Contudo, a morosidade processual e fatores como o medo e a submissão econômica ao parceiro, muitas vezes (Vírgula) desencorajam as delações.
Fica evidente, portanto, que, comparando com décadas anteriores, muito se evoluiu em termos de garantias em prol da mulher. No entanto, no que diz respeito à violência, há muito ainda para ser feito. O Estado deve fiscalizar severamente a celeridade dos processos, para a resposta rápida estimular a denúncia das vítimas. Ademais, as escolas e a mídia devem promover campanhas de conscientização da problemática, estimulando debates de modo a dissolver dos indivíduos os ideais machistas e incentivar a consciência ética e o bom senso. (Proposta superficial)