Feminicídio como consequência da marginalização histórica da mulher

Tema: Feminicídio no Brasil: um debate importante sobre a violência contra a mulher

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 18/04/2018
Nota tradicional: 650
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No contexto da sociedade contemporânea, a violência tem sido bastante discutida no Brasil devido aos altos índices desse crime ocorrido no país. Sendo assim, o feminicídio merece destaque no debate sobre as causas, consequências e soluções, com o intuito de diminuir o número de casos de violência e homicídio de mulheres em todo o território nacional. (Desenvolva mais o parágrafo de introdução)

Em um primeiro momento, é necessário enfatizar que, historicamente, a mulher foi marginalizada devido ao modelo de uma sociedade colonial em que predominava o patriarcalismo: havia plena submissão da mulher ao marido (Desenvolva mais essa ideia no texto. Como essa situação se apresenta atualmente). Prova disso, é o fato de que a mulher só obteve direito ao voto na década de 30, governo de Getúlio Vargas. Essa herança histórica de submissão da mulher ao companheiro, somada à impunidade dos agressores contribuem para haver, no cenário nacional, um alto índice de feminicídios.

Em consequência disso, as mulheres sofrem constantemente devido à violência, seja ela física, verbal, psicológica. Não bastasse isso, há um número significativo de mulheres vítimas do feminicídio ao término de um relacionamento indesejado, por exemplo. Isso pode ser constatado, (Sem vírgula)  mediante dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica o Brasil como o país detentor da quinta maior taxa de feminicídio mundial. (Desenvolva mais)

Por conseguinte, fica claro que medidas devem ser implementadas para mitigar os impactos da violência contra a mulher e seus desdobramentos que podem, inclusive, dar origem ao feminicídio. Para que isso aconteça, é necessário que o Estado forneça auxílio psicológico e atendimento às mulheres agredidas, por meio do Ministério da Saúde, assim como punição exemplar dos que cometem feminicídio, por meio do Ministério da Justiça. Além disso, a escola e a família devem atuar na desconstrução das heranças advindas do patriarcalismo, por meio do ensino do respeito à mulher desde a mais tenra idade.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 100 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 100 Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 650 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos