Tema: Feminicídio no Brasil: um debate importante sobre a violência contra a mulher
Segundo Aristóteles, toda organização social tem como objetivo a busca por um estado de bem estar geral, (Sem vírgula) que se concretiza quando todos os indivíduos agem com ética. No entanto, a expressão de qualquer forma de violência é um obstáculo no rumo à teleologia ética. Nesse sentido, os casos de feminicídio no Brasil são uma prova de que o país fracassa na busca por uma condição de paz global, assim como salienta uma cultura machista-patriarcal machista e patriarcal que concebe o corpo feminino como um objeto.
Parafraseando Aristóteles, é possível dizer que a violência torna impossível a existência da ética, visto que essa última consiste numa valoração dos atos bons ou certos. Nessa linha, a sociedade brasileira está longe de fazer justiça à teoria do referido filósofo, haja vista que o Brasil é um dos líderes no infame ranking dos países com maiores índices de homicídios femininos, ocupando a quinta colocação, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). (Desenvolva mais, pois está limitado)
Ademais, os casos de agressão e assassinato de mulheres na nação brasileira são oriundos de uma cultura que objetifica o corpo feminino. Em um primeiro momento, na infância, a menina pertence à família, isto é, pertence ao "governo" da sociedade familiar, que geralmente é o patriarca. Depois, na adolescência e maturidade, o corpo feminino passa para o domínio do namorado/companheiro. Essa relação de poder se solidifica quando a mulher engravida e/ou passa a depender economicamente do seu cônjuge. Tal fato pode ser observado na maioria dos relacionamentos brasileiros. (Reestruture as discussões apresentadas nesse parágrafo)
Portanto, os feminicídios no Brasil são é consequência de uma estrutura ideológica que perdura ao longo do tempo (Redundância). Para atenuar o problema, o Mec (Ministério da Educação) deve determinar que as escolas ensinem nas aulas de Sociologia e Filosofia sobre a condição de vulnerabilidade de grande parte das brasileiras. Essas aulas conscientizarão meninas e meninos sobre o estado delas no contexto social, bem como enfatizarão a educação como meio de adquirir independência financeira, evitando que elas caiam em relacionamentos que põem suas vidas em risco. (Desenvolva mais a proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 100 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 100 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 650 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |