Operários do sexo
Tema: Um fator pouco discutido na prostituição
A prostituição é tão antiga quanto a nossa civilização e tem causas complexas que até hoje são discutidas por médicos, psicólogos e antropólogos, estendendo-se muito além do fato de ser apenas um crime previsto no Código Penal Brasileiro.
Mulheres prostitutas sempre foram a força representativa da prática remunerada do sexo. No entanto, atualmente, percebe-se uma crescente participação masculina neste comércio do próprio corpo, forçando-nos a refletir sobre as causas que estão conduzindo jovens do sexo masculino, brasileiros em sua maioria quando no exterior, a arriscarem a própria segurança e saúde em troca de uma vida supostamente mais favorável.
Quando se analisam as estatísticas nacionais e internacionais, as quais categorizam a grande massa de homens que se prostituem em uma faixa etária compreendida entre 18 e 25 anos, aproximadamente, percebe-se a incompetência de nossos governantes para criar políticas públicas de inserção social desses jovens; quase todos são de origem humilde, nascidos em regiões pobres deste país, entregues à própria miséria social, a qual se configura como a única realidade que os aguarda ao longo da vida. Neste contexto, são atraídos pela possibilidade de ganho financeiro fácil e rápido, acreditando ser esta a única oportunidade de ascensão social verdadeiramente assegurada. São vítimas de um processo do descaso e da omissão dos órgãos públicos. Além disso, são duplamente vitimados, pois arriscam-se em programas com desconhecidos, consomem drogas e estimulantes sexuais, expõem-se a relações desprotegidas e são frequentemente agredidos. Comumente, submetem-se a redes de aliciamento internacionais e ficam subjugados a esquemas de escravização em diversos países do mundo.
A minimização deste problema exige um amplo debate de vários segmentos da sociedade civil; é preciso discutir as causas que levam esses jovens a optar pela prostituição e as políticas públicas que podem ser praticadas para ampliar as perspectivas de futuro dessas novas gerações. É preciso educá-los e torná-los cidadãos conscientes de que o estudo e o trabalho podem representar uma escada de ascensão social muito mais digna e segura.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |