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Em todos os âmbitos da sociedade, sejam guerras ou dominações, as armas estão intimamente ligadas à violência e o seu livre porte é um retrocesso para a evolução da humanidade. No Brasil, isso não muda e, com isso, é necessário analisar a problemática em questão. (Desenvolva mais as discussões)
Primeiramente, destaca-se o contexto sociocultural brasileiro como responsável pelo problema. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, a sociedade tende a incorporar estruturas passadas e a reproduzi-las ao longo do tempo. A partir disso, nota-se o trauma da população adquiridos da ditadura militar de 1964 e, nos dias atuais, as pessoas tendem a acreditar que o livre porte de armas favorece a isonomia entre cidadãos de bem e criminosos. Contudo, é fácil observar que o problema gira em torno da falta de educação de qualidade e da precariedade dos sistemas penitenciários, que ao invés de preparar o indivíduo para se reintegrar à sociedade, forma “doutores” especializados em violência.
Outrossim, vale salientar ainda a omissão do governo perante o assunto. De acordo com o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Com isso, na atual conjuntura, observa-se os altos índices de corrupção afetando, diretamente, o descaso com as políticas públicas de segurança (Desenvolva mais essa ideia). Em decorrência disso, é mais fácil cometer crimes, visto que os indivíduos não são inibidos (Desenvolva mais). Segundo o site Exame, o Brasil é o país com o maior número de homicídios com armas de fogo do planeta, com cerca de 36,7 mil casos, em 2010.
Em síntese, algumas revisões são necessárias. Em razão disso, o Legislativo deve criar leis que priorizem a rigorosidade e a qualidade na educação brasileira, (Sem vírgula) através de reformas do sistema (Delimite essa proposta). O governo, deve também reformular as penitenciárias, oferecendo cursos profissionalizantes obrigatórios aos presidiários, (Sem vírgula) com o intuito de inseri-los, sem perigo, na sociedade. Ademais o governo deve disponibilizar verbas para os estados para contratação de novos profissionais da área de segurança, a fim de minimizar a criminalidade no país. Contudo (Reveja a inadequação dessa conjunção), os cidadãos brasileiros não precisarão pensar em portar armas de fogo.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |