Igualdade de gêneros: avanços lentos

Tema: Equidade de gênero no Brasil: um desafio?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 13/02/2018
Nota tradicional: 240
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A plena igualdade de gêneros nunca existiu. De fato, homens e mulheres são e devem ser diferentes (Desenvolva essa ideia). O problema é a desigualdade de oportunidades: nascer mulher, infelizmente, significa estar um passo atrás de um indivíduo do sexo masculino. Apesar dos inúmeros avanços conquistados pelo movimento feminista, diz-se que a real paridade de gêneros só será alcançada em um século.

Mesmo desorganizado atualmente, o feminismo, no passado, já conquistou o acesso ao voto e o reconhecimento dos direitos femininos, como a igualdade jurídica e política. No momento, luta-se por igualdade salarial e compensação da jornada dupla, bem como maior participação na política. (Desenvolva mais)

No Brasil, mulheres ganham até 30% a menos que os homens para um mesmo cargo. E são a minoria reduzida nos cargos privilegiados. E isso gera impactos em toda a sociedade: se houvesse igualdade salarial entre ambos os sexos, o poder de compra das famílias seria maior e haveria maior consumo e progresso econômico. 

Deve-se, portanto, seguir o exemplo da Islândia, que aprovou uma lei que permite multar empresas que desrespeitarem a equivalência salarial. Por aqui há cotas para as mulheres no Governo (candidaturas mínimas dos partidos), porém mostraram-se insuficientes, pois somente 10% dos cargos políticos são ocupados por elas.

A jornada dupla é um problema cultural, porém deve-se ter otimismo, uma vez que a sociedade evolui e a mulher tem se destacado cada vez mais. Tarefas domésticas compartilhadas, algo inimaginável há 40 anos, já são é realidade e o casamento tornou-se dispensável para elas. A compensação por meio de aposentadoria antecipada já cumpre o seu justo papel nesse quesito.

A solução para a disparidade de gêneros não é fácil. O feminismo poderia focar em questões mais imediatas e não entrar em conflito com a sociedade civil, que não é machista ao reprovar um ativismo focado em questões desnecessárias, como a queda das definições de homem/mulher. (Reestruture essa ideia)

Com o apoio da população, ficaria mais fácil reivindicar, por exemplo, incentivos governamentais e privados ao estudo de meninas, para que conquistem seu papel de destaque. Cotas em universidades podem ser adotadas. Não se sabe quando a igualdade será plena, mas saibamos (Evite primeira pessoa) que a tendência é otimista.
 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 50 Nível 2 - Desenvolve o tema recorrendo à cópia de trechos dos textos motivadores ou apresenta domínio insuficiente do texto dissertativo-argumentativo, não atendendo à estrutura com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 20 Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista.
Competência 4 50 Nível 2 - Articula as partes do texto, de forma insuficiente, com muitas inadequações e apresenta repertório limitado de recursos coesivos.
Competência 5 20 Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto.
Nota final 240 Apesar de alguns acertos, a redação apresenta falhas significativas que prejudicam a compreensão do texto. É preciso dedicar mais atenção à coesão e coerência, além de aprimorar a argumentação.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos