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A homofobia, segundo conceito geral, trata-se da aversão àqueles cuja preferência romântica dá-se por membros do mesmo gênero. A homossexualidade é um comportamento comum em diversos filos biológicos, não sendo uma prática única ao Homo Sapiens, todavia, tal prática ainda carrega em seu imperativo a reprovação social. A intolerância, por vezes, não permanece apenas em relações discursivas, mas a ação prática da oposição, eis a distorção (Evite esse tipo de construção).
Desde a civilização egípcia que retratava constantemente práticas de sodomias, a cultura grega com elementos homoafetivos amplamente presentes em sua literatura, a homossexualidade aparenta ser um comportamento presumível e representativo, em partes, a preferências pessoais. O avanço dos estudos biológicos, no entanto, demonstram que a homoafeição não trata-se se trata de uma escolha individual, mas de um fato preexistente no código genético celular, sendo singularmente ao longo dos anos desenvolvida. Esta análise fundamenta-se nos exemplos infindos de caracteres cuja natureza de seus corpos não adequam-se a percepção pessoal de sua sexualidade. Mesmo diante da inevitabilidade de escolha, vide sua origem cromossômica; a homossexualidade ainda é vista como reprovável e sinônimo de perversão, sendo nacionalmente uma melancólica realidade crescente.
A homofobia, na atual conjuntura brasileira, é originada em sustentáculos religiosos, especialmente o cristianismo. Não obstante, tal como toda demonstração de intolerância a teórica base estrutural é apenas um sofisma para afirmação de um preconceito pessoal anterior. Deve-se, contudo, diferenciar a homofobia da mera discordância opinativa. O comportamento homofóbico consiste em utilizar-se de métodos violentos ou ultrajantes para degradar determinado grupo social com o fim básico de fazê-lo por posições particulares, já a discordância de opiniões pressupõe um desacordo de ideal sobre determinada questão, o que não retira, evidentemente, o respeito mútuo entre as partes, sua coexistência não é afetada e suas diferenças permanecem apenas no campo semântico. A liberdade deve garantir a livre expressão de opiniões (Vírgula) mas deve, pelo mesmo motivo, impedir discursos depreciativos.
Nesta perspectiva, o comportamento homofóbico é facilmente identificável. É de responsabilidade da sociedade civil não compactuar com tais ações (Vírgula) a fim de torná-la menos gratificante, além disto o estado detém relevância extrema na punição de visões degradantes a grupos específicos. A escola, como complemento, é o local cuja diversidade deve prevalecer (Vírgula) a fim de tornar a diferença não um caso isolado inédito, mas como um fato social irredutível. (Desenvolva mais a proposta de intervenção, pois está limitada)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
700
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |