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Em meados do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido a perseguição e aos conflitos sociais na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: "Brasil, país do futuro". Para o autor, o país superaria grandes diferenças em poucos anos. Entretanto, quando se observa a desigualdade social no Brasil, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar esse problema. (Ótima introdução)
A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se ao fato de que, historicamente, a desigualdade se fez presente desde a época colonial e escravista, quando a disparidade entre classes sociais ficou evidente. Atualmente, apesar da significativa diminuição, o problema persiste e questões como a péssima qualidade na educação e na saúde, as diferenças de salário, a concentração de riquezas, o desemprego e a violência fazem do Brasil um dos países com a maior desigualdade social do mundo.
Por sua vez, as consequências das desigualdades tornam-se inevitáveis. Prova disso é, infelizmente, o aumento constante de moradias irregulares e a favelização de morros; processo este que segrega boa parte da população pobre que reside nos grandes centros urbanos. Tal segregação afeta principalmente a população negra (Por quê? Desenvolva essa ideia), aumentando assim o racismo e a marginalização racial.
Fica clara, portanto, a necessidade de medidas que promovam a igualdade. Cabe ao Governo Federal incentivar, junto com o Ministério da Educação (MEC), a melhor qualidade do ensino público, dando formação técnica e profissional ao estudante no final do ciclo estudantil. Com isso, os cidadãos mais pobres terão as mesmas chances de concorrer com os mais afortunados, podendo alcançar os mesmos índices salariais. A concentração de renda deve ser mantida de forma menos agressiva (Como assim?), e empresas com grandes volumes de capital devem promover ações sociais e realizar mini cursos técnicos. Além disso, as indústrias precisam ser instaladas em regiões mais afastadas, gerando empregos nos locais mais periféricos. Com essas medidas, talvez, a profecia de Zweig torne-se realidade no presente.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
700
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |