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O termo reforma tem como conceito a manutenção e o melhoramento de algo desgastado. Com base nessa definição, a proposta de reforma trabalhista surgiu com o intuito de modernizar e atualizar as leis do trabalho, (Sem vírgula) que, segundo vários especialistas, se encontravam datadas e fora da realidade econômica atual. No entanto, discussões e dúvidas quanto aos direitos dos empregados foram levantadas, fazendo surgir uma questão: a reforma trabalhista é uma solução ou é um problema? (Boa introdução)
Há quem defenda a reforma com veemência, afirmando que, historicamente, um novo cenário econômico requer uma nova legislação; exemplo disso foi a reforma italiana, que levou o governo do país, durante a crise mundial iniciada em 2008, a buscar leis que melhor se adaptassem a situação nacional durante aquele momento econômico e que, ao mesmo tempo, evitasse o aumento do desemprego. Atualmente, no Brasil, a crise se faz presente e a reforma trabalhista é comemorada pela classe dos grandes industriais. Para o setor, as novas medidas representam o avanço das relações entre empregado e empregador.
Todavia, se por um lado há aqueles que defendem, por outro, há aqueles que discordam da reforma. Na ótica dessa parcela social, formada principalmente por empregados e líderes de sindicatos, a mudança pode resultar na diminuição dos direitos do trabalhador, além de possibilitar o aumento no número de horas seguidas de trabalho e a redução do horário de descanso. Além disso, o combate ao trabalho escravo pode ser negligenciado, tendo em vista a diminuição da disparidade entre o que é considerado trabalho regulamentado e o que é considerado escravismo. Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a reforma foi realizada sem ser levada em conta a opinião da população. Para a Ordem, é inadmissível que uma reforma tenha sido feita em regime de urgência e sem o acolhimento social (Por quê? Explique).
Fica clara, portanto, a necessidade de medidas que tornem a reforma um bem necessário tanto para empregadores, (Sem vírgula) quanto para empregados. A célebre frase “o trabalho dignifica o homem” só é assertiva quando o ofício não o priva da liberdade. Sendo assim, é necessário que o Ministério do Trabalho se mantenha atuante quanto as novas leis e relações trabalhistas. Para isso, órgãos de fiscalização devem ser ampliados e, com ajuda de sindicatos, por exemplo, buscar ouvir e dar suporte ao máximo de trabalhadores possíveis. Os sindicatos devem, ainda, contratar sociólogos,(Sem vírgula) para que seja feito um maior esclarecimento das novas relações sociais e trabalhistas aos servidores e aos servidos.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
750
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |