A Supremacia das Leis Constitucionais

Tema: A reforma trabalhista: uma solução ou um problema?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 19/08/2017
Nota tradicional: 800
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O tempo memorável da era Vargas (1930 a 1945), é marcado em 1943 pela Consolidação das Leis Trabalho-CLT, onde direitos pertinentes a dignidade da pessoa humana foram resguardados em prol da função social que o Estado adotou. Contudo, esse paradigma, mais uma vez acomete a realidade social, tem-se como exemplo a reforma trabalhista sancionada pelo presidente Michel Temer. Diante da análise desse texto normativo, houve eruditos que concordaram com a reformulação e outros que são contra as modificações. Dessa maneira, faz-se necessário a reflexão da legislação trabalhista com ensejo a vislumbra quais impactos trarão para o âmbito social. (Ótima introdução)

A primeira vertente discorre que, (Sem vírgula) as novas disposições enunciadas na legislação trabalhista serão benéficas para a sociedade, pois, a Consolidação das Leis do Trabalho estava ultrapassada diante da complexidade social, em que os basilares básicos como princípios morais, étnicos, (Sem vírgula) e costumes designam em um papel mutacional diante do nexo causal entre personalidade individual e coletiva. Nesse contexto, pode-se evidenciar as modificações fomentadas em relação ao teletrabalho, terceirização e o trabalho autônomo que eram atividades presentes no atual cenário laborativo, mas que não tinham uma proteção legal. Assim, com a regulamentação dessas atividades, surgiram novas oportunidades de emprego, além do incentivo a livre iniciativa, que é um princípio proposto na Constituição Feral de 1988, em seu Art, 1°.

Já a segunda tese, (Sem vírgula) posiciona-se contra, tendo em vista, (Sem vírgula) o despeito com os direitos sociais conquistados pelo trabalhador. Em uma análise sistêmica, pode-se dispor sobre a violação a dignidade da pessoa humana, e tem-se como exemplo: a possibilidade do empregador estender para 12 horas diárias a jornada de trabalho, o endurecimento da concessão de férias e a autonomia do empresário de discorre sobre os direitos inalienáveis. Além do mais, segundo Kelsen, quando uma norma infra-constitucional se contrapõe a Carta Magna de 1988, pode-se dessa maneira pronunciar, (Sem vírgula) que a reformulação trabalhista é inconstitucional.

Destarte, haja vista, (Sem vírgula) as duas posições, é visível que o laborado é o único prejudicado, (Ponto final) Com isso, faz-se necessário o Superior Tribunal Federal realizar o controle de constitucionalidade com enfoque no Estado Democrático, (Sem vírgula) para a decretação de inconstitucionalidade. Ademais, a mídia deverá por meio dos seus telejornais enunciar os aspectos negativos que as mudanças semearão para a realidade social. Só assim, (Sem vírgula) a sociedade brasileira caminhará rumo ao progresso.
 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 200 Nível 5 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos