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Recentemente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) voltou a ser discutida devido ao processo de aprovação da Reforma Trabalhista. Ao ser aprovada, a reforma modificou diversos artigos da CLT da década de 1940, sob o argumento de que as novas medidas vão ampliar as oportunidades de emprego e movimentar a economia. A antiga CLT entrou em vigor durante o governo de Getúlio Vargas e conquistou diversos direitos, como o do 13º salário, e criou a Justiça do Trabalho. Entretanto, a Reforma Trabalhista traz consigo diversos impactos negativos para os trabalhadores.
Uma das principais mudanças pode ser definida pela frase "acordado sobre o legislado". Os acordos entre empregados e empregadores não entram mais no contrato formal, o que impede a ação da Justiça do Trabalho nessas questões. Tal fato contribui para a legalização de situações precárias nos ofícios, como o aumento da jornada e a redução dos intervalos. (Desenvolva mais a discussão)
Além disso, a terceirização de qualquer mão de obra é outra modificação preocupante. Pesquisas mostram que a maioria das pessoas resgatadas em situação de trabalho análogo à escravidão são terceirizadas. Isso ocorre, pois, nesse tipo de contrato, as questões do ofício são estabelecidas entre a empresa contratante e a prestadora de serviços, sem diálogo com os trabalhadores, o que também reduz o poder de intervenção sindical.
Logo, a Reforma Trabalhista traz mais benefícios aos empresários do que aos empregados, visto que ela legaliza situações precárias de trabalho. Para reverter tal situação, é importante que haja mais debates entre o governo e a população (De que modo isso é possível? Explique no texto), a fim de ouvir suas sugestões, além das sugestões de especialistas na área. Dessa forma, seria possível evitar a aprovação de emendas elaboradas sob a influência de grandes corporações. Contudo, como a reforma já foi aprovada, cabe aos cidadãos manifestarem sua insatisfação, reivindicando mudanças que beneficiem a maioria.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
100 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
600
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |