Uma vida: uma arma

Tema: Os refugiados e a tentativa de buscar sobrevivência em outros países: imigração e xenofobia

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 22/07/2017
Nota tradicional: 600
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Nos últimos anos, fatores de ordem política e social, dentre os quais se destacam os conflitos armados e perseguições, têm colocado em xeque a vida de milhões de pessoas inocentes que possuem como única relação com esses eventos o país onde vivem. Na busca de um lugar de paz e pela preservação da sua vida, elas dependem da humanidade de outros países para lhe concederem abrigo e, com isso, esperança de um recomeço.

Sob essa conjectura, cabe salientar que o amor ao próximo não é uma garantia aos refugiados. A ideia de abrigar pessoas que possuem outra cultura, outra religião, uma filosofia de vida distinta da que é partilhada no país de refúgio, tem gerado desconforto em alguns países. Desconforto esse que resulta em preconceito e repúdio a quem busca refúgio e como exemplo se tem a Turquia, que fechou sua fronteira com a Síria criando, ainda, uma zona de morte na área. Tal postura evidencia a ignorância de determinadas sociedades que desconsideram a situação de terror em que essas pessoas estão vivendo e ao fazê-lo desprezam a existência, a vida delas. (Tipo de construção clichê)

As vantagens em conceder asilo à quem busca por um se torna desprezível quando o preconceito enraizado na sociedade as anulam. Dessa forma, considerar uma pessoa pedindo refúgio como terrorista é simples – e é o principal argumento utilizado pelas nações que não querem ajudar – entretanto, ver ela como uma arma contra o terrorismo é difícil. Visto que grupos terroristas, como o Estado Islâmico, tem se aproveitado dos conflitos para formar exércitos, distanciar pessoas desses grupos resulta em atraso para eles e salva a vida dessas pessoas.

Destarte, é preciso que os governantes dos países que podem servir de asilo se coloquem no lugar de quem pede refúgio, a fim de que possam romper com as barreiras preconceituosas existentes dentro de si e posteriormente façam o mesmo na sociedade, criando programas de integração dos refugiados para deixar explícito à população que estão acolhendo pessoas de bem e que o Estado fomenta tal prática. Ademais, se faz necessário que a ONU (Organização das Nações Unidas) promova uma aproximação maior entre esses países, de forma que eles venham tomar decisões e traçar planos para a lidar com a crise dos refugiados juntos

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 100 Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 100 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 100 Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 600 A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos