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As guerras químicas e biológicas se definem como conflitos silenciosos e devastadores. O historiador grego Tucídides conta que os espartanos usaram de madeira com piche e enxofre em muros inimigos para causar altos vapores sufocantes. Hoje, no entanto, a tecnologia evoluiu a passos largos possibilitando que até países subdesenvolvidos produzam armas químicas dispondo de um setor industrial mediano na área de fertilizantes e defensores agrícolas.
Os ataques químicos podem se dar de forma sólida, líquida e gasosa, sendo a última a mais comum. Algumas figuras da história ficaram conhecidas como químicos de guerra, por exemplo, os alemães Fritz Haber e Gehard, o primeiro causando várias mortes em Ypres por gás Cloro e o segundo criando gases como Tabum, Sarin e Soman. As consequências são lastimáveis, como paralisias, asfixias, edemas e coma profundo causado pela ação dos gases Cianídrico, Mostarda, Sarin e VX, outros como o Nalpam usado na guerra do Vietnã é capaz de fundir até ossos, este foi usado conjuntamente com o chamado agente laranja.
Ao lado dos agentes químicos se dão os biológicos, (Sem vírgula) que são considerados até mais perigosos e tidos como um inimigo invisível. A atuação destes se dá pela transmissão de agentes bacteriológicos e virais trazendo doenças como a Dengue, Varíola, Botulismo e Antraz pela difusão de esporos contaminados. A multiplicação bacteriana e viral se dá em progressão geométrica atingindo grandes contingentes em pouco tempo e vitimando não apenas o lado tido como inimigo no conflito, mas também civis inocentes causando mortes, sequelas e migrações forçadas. Felizmente, o uso biológico de armas foi proibido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1970 e espera-se que nos dias atuais (Vírgula)em meio a tantos conflitos (Vírgula) tal decisão seja respeitada e cumprida.
Fica claro, portanto, que essas guerras silenciosas e degradantes estão destruindo a própria espécie humana, se aproximando da máxima de Thomas Hobbes na qual afirma que "O homem é o lobo do homem". Logo, se faz necessário uma maior fiscalização mediada por órgãos supranacionais como a ONU (Vírgula) a fim de evitar a indústria clandestina química e biológica de guerra em muitos países, além de alianças diplomáticas entre nações e difusão de uma política mundial pela paz e pela vida, seja esta mediada por órgãos internacionais, ONG’s ou pelo mar midiático atual.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
750
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |