A destruição do senso do absurdo.

Tema: Uso de armas químicas e biológicas: até que ponto pode chegar a capacidade humana de destruição?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 09/04/2017
Nota tradicional: 500
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Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis contra uma base aérea síria no dia 06 de Abril de 2017, em resposta ao ataque químico - de autoria incerta - que matou cerca de 90 pessoas. Mais impressionante que a velocidade da réplica norte americana (já que o ataque químico ocorreu no dia 05 de Abril) ou que a quantidade de mísseis usados pelo poder bélico americano, é a crueldade com que esse impasse vem sendo tratado.

Decorrente de um conflito entre rebeldes e o governo, a guerra civil na Síria tomou proporções mundiais, tanto pela questão governamental como pelo uso das armas químicas e biológicas. As filmagens postadas em grandes meios mostram o desespero de crianças, mulheres e idosos que morrem asfixiados pelos gases tóxicos que, segundo o governo sírio, vazaram de indústrias que foram atacadas durante um conflito entre o governo e os rebeldes. Vale mencionar que é expressamente proibido, por convenções internacionais como a ONU, o uso de armas de destruição em massa. (Discussão limitada. Evidencie o seu ponto de vista acerca do tema)

À medida que as guerras ficam cada vez mais desumanas, os filtros sociais perante a crueldade e ao terror vão se perdendo. A busca pela vitória acaba justificando atrocidades como esta, e o pior é que esse pensamento perverso já está presente nos discursos dos envolvidos, o que denuncia o quão doente está nosso senso de percepção sobre a vida (Reformule).

Por fim, menciono José Padilha, aclamado diretor brasileiro que já havia dito :" As pessoas perderam a sensibilidade do que é o absurdo". Retrocedemos de tal forma, quando falamos sobre resolução de conflitos, que o uso de armas biológicas parece ser uma ferramenta útil e válida para definirmos qual lado sairá vitorioso, não percebendo que quem perde é a humanidade como um todo.
 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 100 Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 100 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 100 Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 100 Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 500 A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos