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Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis contra uma base aérea síria no dia 06 de Abril de 2017, em resposta ao ataque químico - de autoria incerta - que matou cerca de 90 pessoas. Mais impressionante que a velocidade da réplica norte americana (já que o ataque químico ocorreu no dia 05 de Abril) ou que a quantidade de mísseis usados pelo poder bélico americano, é a crueldade com que esse impasse vem sendo tratado.
Decorrente de um conflito entre rebeldes e o governo, a guerra civil na Síria tomou proporções mundiais, tanto pela questão governamental como pelo uso das armas químicas e biológicas. As filmagens postadas em grandes meios mostram o desespero de crianças, mulheres e idosos que morrem asfixiados pelos gases tóxicos que, segundo o governo sírio, vazaram de indústrias que foram atacadas durante um conflito entre o governo e os rebeldes. Vale mencionar que é expressamente proibido, por convenções internacionais como a ONU, o uso de armas de destruição em massa. (Discussão limitada. Evidencie o seu ponto de vista acerca do tema)
À medida que as guerras ficam cada vez mais desumanas, os filtros sociais perante a crueldade e ao terror vão se perdendo. A busca pela vitória acaba justificando atrocidades como esta, e o pior é que esse pensamento perverso já está presente nos discursos dos envolvidos, o que denuncia o quão doente está nosso senso de percepção sobre a vida (Reformule).
Por fim, menciono José Padilha, aclamado diretor brasileiro que já havia dito :" As pessoas perderam a sensibilidade do que é o absurdo". Retrocedemos de tal forma, quando falamos sobre resolução de conflitos, que o uso de armas biológicas parece ser uma ferramenta útil e válida para definirmos qual lado sairá vitorioso, não percebendo que quem perde é a humanidade como um todo.