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Aprovada de forma abrupta a Medida Provisória Número 746 de 2016, reprovada por 94% da população, essa reprovação agrega vários fatores e dentre eles é possível ressaltar armadilhas por parte do governo, que em vez de qualificar a formação profissional, joga o jovem de classe trabalhadora diretamente no mercado de trabalho. Um jovem de 16 anos nem sempre está apto a fazer escolhas tão decisivas em sua vida, essa opção é pobre em possibilidades.
O governo alega que a MP tem como objetivo principal manter e atrair os jovens na escola, aponta também a defasagem no ensino, o aumento da carga horária e a estagnação no ensino brasileiro comparado a outros países. O governo quer deixar a escola atraente para o aluno, dando-lhe a oportunidade de escolher dentre um ou mais itinerários formativos, alega ainda que treze disciplinas é um excesso e que quer dar autonomia ao jovem.
A MP tem aspectos de governo privatista, essa medida é uma manobra do governo que ao invés (que, em vez de) de trabalhar as dificuldades, está procurando meios para diminuir os repasses dos recursos [vírgula] como é o caso do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, [sem vírgula] (FUNDEB). Ao dar oportunidade de emprego a jovens [de] baixa renda, reduz as chances de igual acesso a oportunidades e desenvolvimento intelectual. Um aluno que não se aprofunda nas Ciências Humanas deixa de ser um ser pensante.
Uma grande parte das escolas não têm [tem] estruturas para que os alunos fiquem quatro horas, a grande maioria encontra-se sucateada, sem possibilidades e condições adequadas para manter o aluno na escola. A sociedade é soberana e está cobrando participação nas decisões, [ponto final ]é preciso pressionar o Estado para que haja diálogo na elaboração das propostas, o povo deve ir as [às] ruas e manifestar-se. O governo deveria incentivar e criar melhores condições, promover igualdade para que o jovem possa ir além do ensino médio, as propostas devem priorizar à [a] formação humana e cidadã.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
100 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
100 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
600
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |