Direitos Humanos e Polícia
Tema: Discutindo a segurança pública
Durante muitos anos, no Brasil, os temas “Direitos Humanos” e “Polícia” pareciam tema antagônicos e indissociáveis. De um lado os ativistas dos direitos humanos viam os aparelhos policiais como afetos à repressão anti-democrática, à truculência e ao conservadorismo. Na outra ponta, os policiais enxergavam o ativismo dos direitos humanos como atividade defensora de bandidos e da impunidade.
Hoje, cada vez mais, toma-se a consciência de que ambas as visões estão equivocadas e impregnadas de preconceito. Já há a percepção de que o respeito às leis e eficiência policial são grandezas diretamente proporcionais. Sem um não há o outro. E que o bom agente de segurança pública é um promotor dos direitos humanos.
O incremento cotidiano da criminalidade violenta ameaça a segurança pública, um direito humano básico do cidadão, assim como a liberdade de ir e vir, o de integridade física e moral, dentre outros. É aí que as Polícias entram como indispensáveis, para servirem e protegerem a sociedade e assegurarem seus direitos e deveres.
Não se pode perder de vista que o policial é, antes de tudo, um cidadão. É detentor de direitos que muitas vezes lhe são negados, sejam nos salários aviltantes, nas condições indignas de trabalho ou no tratamento desrespeitoso de superiores hierárquicos.
É também um cidadão diferenciado pelo serviço que desempenha. Ele emblematiza o Estado nas ruas, representando um dos órgãos estatais de maior contato com à população. Por isso tem uma inevitável visibilidade moral, que lhe traz uma grande responsabilidade pedagógica: dar exemplo à sociedade.
Como visto, Direitos Humanos e Polícia estão longe de serem temas antagônicos. Pelo contrário, a segurança pública deve ser percebida como integrantes fundamentais do rol dos mais básicos direitos humanos e seus operadores devem ser considerados os promotores desses direitos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 0.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |