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No início século XX, no Rio de Janeiro, para o combate das endemias de febre amarela e varíola, foi aprovada uma campanha de vacinação obrigatória da população e organizou-se uma grande equipe de funcionários do serviço sanitário e policiais [vírgula] que invadiram as casas para eliminar os insetos transmissores. Isso provocou a “Revolta da Vacina”, uma revolta popular que foi sufocada pela polícia e pelo exército. Atualmente, o Aedes aegypti, vetor dos vírus da dengue, zika e chikungunya, está sendo responsável por novas endemias e é necessário que o poder público crie formas eficazes de combate.
O conhecimento científico é fundamental para entender qualquer epidemia e definir a forma de atuação das autoridades públicas. Diante disso, o poder público tem investido em diversas pesquisas, que estão sendo capazes de possibilitar um melhor conhecimento sobre os vírus zika, dengue e chikungunya. Nesse contexto, é possível o desenvolvimento de mecanismos de diagnóstico das doenças e de prevenção, como repelentes do inseto e vacinas.
Paralelamente, o governo tem contratado agentes de saúde, que visitam as residências para informar os cidadãos sobre o agente transmissor, as doenças transmitidas e os cuidados necessários e vistoriar os cômodos da casa para identificar locais de existência de larvas ou mosquitos. Todavia, muitas vezes [vírgula] eles encontram dificuldades para entrar nos imóveis porque estão vazios ou porque as pessoas recusam a visita por questões de segurança.
Contudo, o principal fator que impede o controle nacional do mosquito é a precariedade do saneamento básico. Sem um frequente serviço de abastecimento de água, a população armazena esse fluido de forma irregular, o que proporciona locais apropriados para que o Aedes aegypti deposite seus ovos. Além disso, a falta de coleta de lixo e os depósitos irregulares de resíduos sólidos suscitam o descarte inadequado de garrafas plásticas, embalagens e pneus, que acumulam água da chuva.
Fica evidente, portanto, que a melhor forma de combater possíveis endemias provocadas pelo Aedes aegypti é impedindo seus focos de reprodução. Para isso, é preciso promover campanhas midiáticas com o intuito de informar aos [os] x'cidadãos dos cuidados necessários e da importância da visita aos domicílios de um agente de saúde. Ademais, é fundamental que o governo fomente novas pesquisas e invista em saneamento básico, criando uma rede capaz de atender regularmente toda a população.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
750
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |