Por que estamos perdendo a guerra contra o Aedes Aegypti?

Tema: O que não está dando certo no combate ao Aedes Aegypt?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 20/02/2017
Nota tradicional: 650
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Casos de dengue, chikungunya e zika, todos vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, aumentam no país a cada ano, apesar das inúmeras campanhas de conscientização e mutirões de combate a focos. A batalha contra esse mosquito se torna [torna-se] cada vez mais complexa, surgindo a dúvida: Por que é tão difícil combate-lo [combatê-lo]?

O Aedes aegypti é um velho conhecido dos brasileiros, sendo causa recorrentes [recorrente de] epidemias de dengue desde os anos 1980. Em 2002, o aumento de casos da doença e a chegada de uma terceira variedade do vírus resultaram na elaboração do Programa Nacional de Controle a Dengue, onde [em que] o objetivo é [era]controlar a população do mosquito, ao invés [em vez] de erradica-lo. Entretanto, o país não esperava que o mosquito se tornaria tão adaptável a [à] vida urbana. Constatou-se que ele pode fazer de criadouro depósitos de água minúsculos, como uma tampa de garrafa jogada na rua, e evidências recentes indicam que o mosquito não exige água limpa e claras [clara], ou seja, qualquer poça ou esgoto a céu aberto pode virar viveiro.

Não obstante, colocar a culpa somente no mosquito não resolve. O crescimento urbano acelerado e desorganizado, [sem vírgula] empurrou milhões de pessoas para moradias precárias nos grandes centros urbanos, e o governo não se preparou para atender as necessidades básicas da população que cresceu tão rápido. Por conseguinte, problemas como,  [sem vírgula] falta de esgoto encanado, deficiente coleta de lixo,  [sem vírgula] e crise hídrica (que obrigou os cidadãos a armazenar[em] água),  [sem vírgula] contribuíram para o aumento do número de mosquitos, [ponto]uma vez o que Aedes aegypti é oportunista, quanto maior o número de criadouros e de pessoas para ele picar, mais ele irá viver.

Destarte, é fato que estamos perdendo a guerra contra o Aedes aegypti, pois as medidas para combate-lo são conhecidas, mas não são executadas corretamente. O governo precisa investir em políticas públicas de combate, melhorando a vigilância epidemiológica, investindo em campanhas de conscientização populacional,  [sem vírgula] e expandindo as ações de combate ao mosquito, como a inspeção de casas em busca de criadouros. Mantendo[-se] a quantidade de mosquitos em níveis seguros  [vírgula] evitará que ele transmita doenças.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 100 Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 650 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos