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Casos de dengue, chikungunya e zika, todos vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, aumentam no país a cada ano, apesar das inúmeras campanhas de conscientização e mutirões de combate a focos. A batalha contra esse mosquito se torna [torna-se] cada vez mais complexa, surgindo a dúvida: Por que é tão difícil combate-lo [combatê-lo]?
O Aedes aegypti é um velho conhecido dos brasileiros, sendo causa recorrentes [recorrente de] epidemias de dengue desde os anos 1980. Em 2002, o aumento de casos da doença e a chegada de uma terceira variedade do vírus resultaram na elaboração do Programa Nacional de Controle a Dengue, onde [em que] o objetivo é [era]controlar a população do mosquito, ao invés [em vez] de erradica-lo. Entretanto, o país não esperava que o mosquito se tornaria tão adaptável a [à] vida urbana. Constatou-se que ele pode fazer de criadouro depósitos de água minúsculos, como uma tampa de garrafa jogada na rua, e evidências recentes indicam que o mosquito não exige água limpa e claras [clara], ou seja, qualquer poça ou esgoto a céu aberto pode virar viveiro.
Não obstante, colocar a culpa somente no mosquito não resolve. O crescimento urbano acelerado e desorganizado, [sem vírgula] empurrou milhões de pessoas para moradias precárias nos grandes centros urbanos, e o governo não se preparou para atender as necessidades básicas da população que cresceu tão rápido. Por conseguinte, problemas como, [sem vírgula] falta de esgoto encanado, deficiente coleta de lixo, [sem vírgula] e crise hídrica (que obrigou os cidadãos a armazenar[em] água), [sem vírgula] contribuíram para o aumento do número de mosquitos, [ponto]uma vez o que Aedes aegypti é oportunista, quanto maior o número de criadouros e de pessoas para ele picar, mais ele irá viver.
Destarte, é fato que estamos perdendo a guerra contra o Aedes aegypti, pois as medidas para combate-lo são conhecidas, mas não são executadas corretamente. O governo precisa investir em políticas públicas de combate, melhorando a vigilância epidemiológica, investindo em campanhas de conscientização populacional, [sem vírgula] e expandindo as ações de combate ao mosquito, como a inspeção de casas em busca de criadouros. Mantendo[-se] a quantidade de mosquitos em níveis seguros [vírgula] evitará que ele transmita doenças.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
100 |
Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |