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É frequente o aumento do número detectado de vítimas do aedes aegypti – mosquito de aparência inofensiva, porém um inimigo mais perigoso do que se imagina. Esse inseto vem causando grande surto entre a população brasileira e dos demais países. No entanto, como é notável o elevado percentual de vítimas, por que o combate ao aedes aegypti vem falhando?
Em primeiro lugar, acredita-se que o mosquito tenha vindo da África para o Brasil no período colonial. Esse inimigo vem causando séria onda de doenças, como a dengue, febre amarela, febre chikungunya e zika. Acresce que é um grande problema nos centros urbanos por conta da crescente concentração populacional, visto que os mosquitos são atraídos para os domicílios humanos. Diante essa [dessa]ótica, em mais de 100 países, o número de doenças relacionadas a esses insetos, [sem vírgula] é crescente; [ponto finaç] um exemplo atual é acerca dos casos de microcefalia, que podem ser transmitidos aos bebês caso as gestantes sejam afetadas pelo zika vírus. Entretanto, como afirma a OMS (Organização Mundial de Saúde), os casos registrados de microcefalia são menores comparados ao ano de 2016, na América Latina.
Por outro lado, apesar da situação caótica, a população esquece[-se] muito rápido de tantas doenças comprovadas, sendo notável o alto nível de descuido. Muitas vezes, esse número crescente de mosquitos está aliado às condições insalubres de higiene e falta de cuidados dos indivíduos; [ponto] como exemplo [vírgula] pode-se citar o ferro velho [ferro-velho] abandonado em Tietê (SP), que [vírgula] devido ao acúmulo de entulhos [vírgula] contribui para a proliferação dos insetos. Segundo o ministro da saúde Ricardo Barros, o principal objetivo da saúde pública brasileira em 2017 será o combate ao mosquito. Vale ressaltar que as medidas preventivas não dependem somente dos órgãos públicos, mas da população em geral.
Dado o exposto, o aedes aegypt não permeia apenas nesta década. Desse modo, para efetivar o cuidado da população, são necessárias medidas severas, como o pagamento de multas, [sem vírgula] para àqueles [aqueles] que não tomarem os devidos cuidados; [sem vírgula] e propagação de informações por meio de todos os veículos midiáticos. Sob essa análise, o modo mais eficaz de evitar novas transmissões é através [por meio] da eliminação total desse mosquito.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
100 |
Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |