Tema: O que não está dando certo no combate ao Aedes Aegypt?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 18/02/2017
Nota tradicional: 650
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É frequente o aumento do número detectado de vítimas do aedes aegypti – mosquito de aparência inofensiva, porém um inimigo mais perigoso do que se imagina. Esse inseto vem causando grande surto entre a população brasileira e dos demais países. No entanto, como é notável o elevado percentual de vítimas, por que o combate ao aedes aegypti vem falhando?

Em primeiro lugar, acredita-se que o mosquito tenha vindo da África para o Brasil no período colonial. Esse inimigo vem causando séria onda de doenças, como a dengue, febre amarela, febre chikungunya e zika. Acresce que é um grande problema nos centros urbanos por conta da crescente concentração populacional, visto que os mosquitos são atraídos para os domicílios humanos. Diante essa [dessa]ótica, em mais de 100 países, o número de doenças relacionadas a esses insetos, [sem vírgula] é crescente; [ponto finaç] um exemplo atual é acerca dos casos de microcefalia, que podem ser transmitidos aos bebês caso as gestantes sejam afetadas pelo zika vírus. Entretanto, como afirma a OMS (Organização Mundial de Saúde), os casos registrados de microcefalia são menores comparados ao ano de 2016, na América Latina.

Por outro lado, apesar da situação caótica, a população esquece[-se] muito rápido de tantas doenças comprovadas, sendo notável o alto nível de descuido. Muitas vezes, esse número crescente de mosquitos está aliado às condições insalubres de higiene e falta de cuidados dos indivíduos; [ponto] como exemplo [vírgula] pode-se citar o ferro velho [ferro-velho] abandonado em Tietê (SP), que [vírgula] devido ao acúmulo de entulhos [vírgula] contribui para a proliferação dos insetos. Segundo o ministro da saúde Ricardo Barros, o principal objetivo da saúde pública brasileira em 2017 será o combate ao mosquito. Vale ressaltar que as medidas preventivas não dependem somente dos órgãos públicos, mas da população em geral.

Dado o exposto, o aedes aegypt não permeia apenas nesta década. Desse modo, para efetivar o cuidado da população, são necessárias medidas severas, como o pagamento de multas, [sem vírgula]  para àqueles [aqueles] que não tomarem os devidos cuidados; [sem vírgula]  e propagação de informações por meio de todos os veículos midiáticos. Sob essa análise, o modo mais eficaz de evitar novas transmissões é através [por meio] da eliminação total desse mosquito.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 100 Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 100 Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 650 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos