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No Brasil, todas as atenções estão voltadas para o mosquito Aedes aegypti, que já é um velho inimigo da população mundial. Ao mosquito, [sem vírgula] é atribuído o contágio de uma tríplice epidemia dos vírus que causam [causa] dengue, febre chikungunya e, mais recentemente, o zika vírus, que vem causando grande pânico a mulheres gestantes, pois está associado ao desenvolvimento de microcefalia em fetos- uma má formação [má-formação] congênita que reduz o tamanho do crânio e pode trazer complicações para o feto.
O poder público têm o seu papel no combate ao mosquito, mas há um erro, e esse erro está no modelo de desenvolvimento econômico adotado pelo Brasil há 500 anos, não sendo um erro atual, mas desse processo que privilegia o crescimento urbano acelerado sem controle e desorganizado, sem os instrumentos necessários ao atendimento da população, como o saneamento básico em geral.
Um dos grandes problemas que agravam mais ainda essa situação é o desconhecimento ou posse de informações erradas e/ou mitos, repassadas por pessoas desinformadas e que tomam conclusões precipitadas sobre tal assunto, e mais ainda a falta de combate massivo ao foco de reprodução do mosquito [vírgula] que ainda sim e [é] a maior forma de combatê-lo, havendo problemas também no alcance de certas regiões, como as periferias das grandes metrópoles
Tendo conhecimento sobre essas informações, faz-se necessária a adoção de algumas medidas que busquem solucionar tais problemas. Em primeiro lugar, por parte do poder público, o cumprimento de leis referentes aos instrumentos de atendimento da população, como saneamento básico em geral. Em segundo lugar, a realização de campanhas e palestras, trazendo informações verídicas, [sem vírgula] para o esclarecimento de todas as dúvidas, [sem vírgula] e uma melhor prevenção contra o mosquito. E em terceiro lugar, o alcance de áreas de difícil acesso para eliminação do foco do vetor das doenças. Todas essas medidas [sem vírgula] mesmo que não totalmente, são necessárias para eliminação do mosquito e melhora da situação atual.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
100 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
700
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |