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Recentemente, após rebeliões e motins nos presídios por todo o país, o Brasil voltou a se preocupar mais uma vez com o sistema carcerário. Este [Esse] sistema tem operado de forma ineficiente, sendo alvo de críticas por não recuperar os presos e de até potencializar mais a pretensão ao crime, sendo assim, medidas urgentes são necessárias para melhorar essa situação.
Além da função de retirar o criminoso da sociedade, as cadeias também deveriam proporcionar a reinserção social, contudo ?[vírgula] isso não tem acontecido devido à falta de estrutura. Os presídios brasileiros estão operando além da capacidade, com falta de recursos, falta de agentes e com instalações precárias. Além disso, os presos, que deveriam ter direito a trabalhar e estudar, não têm disponíveis tais serviços na maioria das instituições. Como consequência, as penitenciárias estão virando escolas do crime, onde ao invés [em vez] de aprenderem algo que contribua à sociedade, se especializam [especializam-se] mais ainda na prática de delitos, inclusive sendo recrutados por facções dentro e fora dos muros.
Apesar da situação caótica que o Brasil vive em relação aos seus presos, é possível buscar soluções que contribuam para a melhoria deles. Primeiramente, os estados devem procurar fazer parcerias com empresas para que os apenados possam aprender um ofício e trabalhar, além de ter possibilidade de estudar também. Tais medidas, juntamente com o [ao] combate às facções, proporcionariam aos presos uma oportunidade de fazerem escolhas mais corretas, o que, a longo prazo, diminuiria o poder do crime dentro do presídio. Por fim, [deveria ocorrer] um julgamento mais rápido das sentenças dos presos provisórios, os quais correspondem a quarenta por cento do total de presos, causando o aumento do contingente nas celas e injustiça para alguns que poderiam estar respondendo em liberdade.
Dessa forma, o atual sistema carcerário, com falta de oportunidades e ambientes físicos inadequados, tende a contribuir para a perpetuação do crime entre os detentos, presença de facções e constante instabilidade nos presídios. Portanto, espera-se que os estados brasileiros não só atuem proporcionando condições de trabalho e estudo aos detentos, como também combatam as facções e minimizem a superlotação por meio de agilização nos processos que lotam cadeias com presos temporários. Desse modo, as cadeias poderão ter uma finalidade mais adequada: contribuir para a harmonia social.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
800
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |