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Não é segredo para muitos que a maior parte dos presídeos brasileiros sofre de má administração, de infraestrutura irregular, de desvio de seu papel na sociedade e , sobre tudo [sobretudo], de superlotação [vírgula] que deixam [deixa] muitos presidiários em condições desumanas.
Atrasados no que se refere à infraestrutura e ineficiente [ineficientes] quanto ao papel na sociedade de recuperar presos, isto é, de torná-los pessoas que respeitem as leis, assim podem ser rotulados [pode ser rotulada] a maior parte das penitenciárias do norte ao sul do Brasil. Além disso, não bastasse a não realização da função tão importante dessas casas de prisão – a recuperação social de pessoas; há a superlotação de presos em boa parte desses presídeos [presídios]. [vírgula] O que provoca não só um estado de insegurança para todos que estão lá, desde o faxineiro aos infratores -, pois, sabe-se, em muitos casos [vírgula] oito, dez, doze pessoas acabam tendo que conviver numa [em uma] cela que cabem no máximo cinco indivíduos.
Infelizmente, talvez por uma falha do Sistema Judiciário Brasileiro, que coloca nas penitenciárias pessoas que cometeram crimes leves – como o não pagamento da pensão alimentícia para os filhos, por exemplo -, ao lado de criminosos que cometeram crimes graves. Assim ocorre não só uma superlotação nos presídeos [vírgula] como o envolvimento de pessoas que não tinham um real envolvimento com atos criminosos com chefes do crime organizado.
Nesse sentido, é evidente que toda pessoa que cometa um crime deva ser punida, perante a lei, por ele. Entretanto, isso não significa que essas pessoas devam ser tratadas de forma desumana. Alguns dos possíveis caminhos para se amenizar o máximo possível o problema da superlotação vivido no sistema carcerário brasileiro pode se dar desde uma punição sócio-educativa [socieducativa], em casos de pessoas que cometeram crimes leves; a uma administração de qualidade do Sistema Carcerário, isto é, controle da verba pública destinada ao seu funcionamento. Mas, possivelmente, o melhor caminho a ser dado como resolução é velho e conhecido por todos: a educação pública de qualidade e para todos.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
100 |
Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
100 |
Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
600
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |