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No início dos anos 2000, a rebelião que ocorreu no presídio Carandiru, em São Paulo, já alertou o poder público e a população sobre as condições do sistema carcerário brasileiro. As medidas para melhorar as condições desse sistema carcerário estão presentes no reconhecimento do contexto atual da maioria dos presídios nacionais e as formas de reverter esse contexto das prisões na contemporaneidade.
O sistema carcerário no Brasil está superlotado, com expectativas de crescimento no número de internos. Uma pessoa que é condenada em algum ato ilícito poderá ficar em uma sala com o número de integrantes maior que a sua capacidade de ocupação. Além do mais, um indivíduo que furtou uma galinha pode conviver em uma prisão com outro indivíduo que pode ser um assassino. A maioria dos presídios no Brasil não possui atendimento contínuo de nutricionistas, médicos, professores, fiscais. Esse fato contribui para o alto número de reincidentes nas casas de detenções brasileiras, que [vírgula] segundo pesquisa do IBGE [vírgula] é de 70%.
Uma das medidas para melhorar o sistema carcerário nacional pode ser a introdução de cursos profissionalizantes em todos os presídios, isso contribuirá para que o indivíduo recluso da sociedade possa ser reintroduzido nela. O ministério da educação, por exemplo, realiza todos os anos o ENEM para as pessoas que estão presas, e elas podem se inscrever para faculdades com a suas notas nesse exame. Além do mais, a superlotação nas casas de detenções poderá ser reduzida com medidas sócio educativas [socioeducativas] e prisões domiciliares com as tornozeleiras eletrônicas. O Estado e as instituições privadas deveriam investir mais nos bairro carentes, com projetos sociais que gerem empregos, diversão; praças de entretenimento com apresentações de peças teatrais, danças. Isso contribuirá para a diminuição do número de indivíduos de baixa renda envolvidos com atos ilícitos.
É evidente, portanto, que os caminhos para melhorar o sistema prisional no Brasil podem estar no real entendimento da situação da maioria dos presídios nacional e em ações diárias para combater essa situação.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
100 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
100 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |