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O sistema carcerário brasileiro encontra-se em situação precária há anos. Presidiários “amontoados” em celas super lotadas [superlotadas], condições desumanas de higiene, além das torturas relatadas por muitos detentos: esses são alguns dos problemas que levam às temidas rebeliões que já fizeram centenas de vítimas. Como exemplo, o massacre do Carandiru e, recentemente, a rebelião ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.
Um dos episódios mais trágicos já vivenciados pelo Brasil relacionado [relacionados] ao sistema prisional, [sem vírgula] ocorreu na Casa de Detenção de São Paulo – o Carandiru – nos anos 90, quando 111 cativos foram mortos após uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo para conter o motim. Tal ação policial, cujo intuito deveria ser a promoção da segurança aos presos, revelou-se, no entanto, como uma verdadeira chacina, evidenciando o abuso de poder e a violação dos direitos humanos.
Nesse viés, a revolta ocorrida em Manaus há poucos dias, que deixou 56 detentos mortos e 72 fugitivos, causada pela briga entre facções rivais pelo domínio do tráfico de drogas no estado do Amazonas, coloca em cheque [xeque] a falta de segurança no local, a quantidade excedente de pessoas privadas de liberdade em um mesmo lugar, [sem vírgula] e a facilidade que as mesmas [elas] têm para conseguir “armas”, aparelhos celulares e outros equipamentos proibidos em presídios, visto que, [sem vírgula] muitas vítimas foram decapitadas e vídeos foram gravados e colocados na internet.
É perceptível a calamidade vivida nas penitenciárias brasileiras e sabe-se que o cidadão que praticou algum delito terá grande dificuldade de ressocialização após cumprir sua pena. Para mudar esse cenário, não basta construir novas Casas de Detenção, afim [a fim] de aglomerar mais e mais pessoas; é necessário o investimento do governo em treinamentos aos agentes e policiais, monitoramento do abuso de poder e autoridade desses, bem como, [sem vírgula] o oferecimento de tratamento psicológico aos presos. Contudo, se não houver mudança no pensamento e no olhar de julgo da sociedade, dificilmente haverá a reinclusão de ex-detentos e estes continuarão praticando atos delinquentes contra a moral do povo, fazendo da prisão um ciclo sem fim.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
750
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |