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Ao longo da história, aspectos físicos, principalmente a cor da pele, foram utilizados para sustentar uma política de supremacia dos povos brancos sobre os demais. Durante o século XX, a ciência extrapolou o conceito de raça para os seres humanos defendendo a inferioridade dos povos de cor, tendo como base interpretações deturpadas das ideias darwinianas.
No Brasil, o preconceito étnico vigorou-se [vigorou] a partir do período colonial [vírgula] com a escravização da população autóctone e dos negros trazidos para o país durante a diáspora africana. Movimentos de resistência surgiram nesse contexto [vírgula] culminando na lei abolicionista e em leis contra o racismo. Exemplos mais recentes são as leis as de ação afirmativa e a lei de 1989 conhecida como Lei de Caó [vírgula] que criminaliza qualquer atitude racista.
Embora essa minoria tenha conquistado um espaço significativo na sociedade brasileira, ela continua marginalizada [vírgula] sendo destinada [destinadas~] a ela as piores vagas de emprego e os menores salários. Fato esse que aprofunda ainda mais as discrepâncias sociais e o racismo existente.
Não suficiente, a criação e manutenção de estereótipos dificultam o combate ao racismo. A associação, por exemplo, do índio a uma imagem comodista e a do negro, mais recentemente, a [à] violência tem colaborado para reforçar a exclusão social existente e a reprodução de atos de violência contra esses grupos.
Leis de proteção que garantam os direitos das variadas etnias a sua identidade cultural e a punição daqueles que a violem faz-se necessário, mas não basta. [são necessárias, mas não bastam.] O combate ao preconceito racial, também, deve se dar [ocorrer] por meio da conscientização social e da criação de políticas que visem incluir esse segmento na unidade social, [sem vírgula]para que [vírgula] assim, o combate a essa forma de discriminação se atinja as raízes da problemática.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
100 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
100 |
Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
650
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |