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Na idade média [Idade Média], pessoas que mostravam ter ideias diferentes das da igreja eram queimadas ou punidas de diversas formas. Hoje em dia, isso não acontece mais, porém, ainda se vê muitas formas de intolerância de crenças na sociedade brasileira. Além de ser crime, discriminar ou tratar alguém de forma diferenciada devido a sua crença é um desrespeito e por esses motivos [e, por esse motivo,] deve ser combatido.
A intolerância religiosa surge, principalmente, quando as pessoas querem impor suas visões sem respeitar a do outro. A exemplo disso, recentemente o grupo Estado Islâmico – extremistas religiosos e políticos do islamismo – têm mostrado como a intolerância pode ser destrutiva; pois ao impor suas visões, executam ataques terroristas, simplesmente por não respeitarem religiões e formas de pensar diversas da sua. No ato de qualquer tipo de intolerância não há diálogo, pois pelo menos uma das partes só está centrada em defender o seu ponto de vista, agindo de maneira desarmoniosa.
Infelizmente, esse problema está bastante ligado à forma engessada como a religião e as crenças são introduzidas. Cada grupo religioso ou família aborda o tema de forma incontestável, como se sua ideia fosse a verdade absoluta. No entanto, tais visões e ideias são crenças, ou seja, se baseiam [baseiam-se] no fato da [de] pessoa acreditar ou não naquilo. Por outro lado, há grupos que abordam temas religiosos de forma mais aberta, raciocinando sobre as diferentes visões e respeitando-as, mas ainda são minoria comparado [comparados] com o grande grupo que cresce com uma crença sem procurar entender a do outro.
A sociedade brasileira ainda apresenta muitos casos de intolerância quanto a visão religiosa do próximo. Contudo, tal cenário deve ser combativo, buscando não somente “tolerar” a ideia alheia, mas também reconhecê-la e respeitá-la. O ensino religioso já faz parte do currículo escolar, todavia, esse deve ser melhor abordado a fim de mostrar aos alunos diferentes crenças e introduzir a cultura do reconhecimento às de outras pessoas, mesmo que não concordem. O governo também deve fazer campanhas que cultivem o respeito entre às [as] religiões. Sendo assim [vírgula] a harmonia entre as pessoas deve estar acima de qualquer diferença de crença.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
150 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
150 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
150 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
150 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
150 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
750
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |