Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 20/11/2016
Nota tradicional: 750
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A atual Constituição Federal de 1988 vigente no país assegura a laicidade e, consequentemente, a liberdade de escolha de qualquer manifestação religiosa. Não obstante, é evidente a tentativa de supremacia religiosa, a qual favorece os diversos atos de violência advindos da intolerância religiosa. Sendo assim, é preciso analisar os principais responsáveis da dificuldade da aceitação da pluralidade religiosa.

Em primeiro lugar, mesmo sendo um país laico, ainda nota-se [se nota] uma hegemonia religiosa no Brasil. Com a chegada dos jesuítas por volta do século XVI, houve uma forte disseminação do cristianismo por todo o continente americano e hoje é predominante no país. Por conseguinte, essa forte predominância acaba anulando a ideia da laicidade, uma vez que acaba bloqueando a atuação de outras religiões e [vírgula] quando estas resolvem se manifestar, há um certo estranhamento por parte da população, assim como ocorreu com a garota de 11 anos que foi agredida na vila [Vila] da Penha ao término do seu ritual religioso de candomblé.

Em segundo lugar, a educação precisa ser ampliada no sentido de disseminar e permitir a diversidade religiosa. É notória a unificação da religião na base curricular das instituições de ensino, inclusive no Brasil. Tem-se uma prevalência do ensino religioso voltado ao catolicismo no Brasil, sem dar muita ênfase as [em] tantas outras. Isso, portanto, limita o conhecimento sobre o campo teológico e trás [traz] como consequência a dificuldade de aceitação de outras manifestações religiões.

Dessa forma, nota-se uma necessidade de reforma na programação curricular das escolas. Destarte, faz-se necessária uma maior mobilização do Estado e das escolas para intervir nesses impasses. O Governo Federal deve assegurar a secularidade no país, de forma a evitar perseguições e violências contra qualquer manifestação religiosa, [sem vírgula] por meio do melhoramento de órgãos de denúncias. O filósofo John Locke já dizia que o ser humano ao nascer é uma tábua rasa, a qual será preenchida com as experiências ao longo do tempo, dai [por isso,] a importância da educação como ferramenta fundamental na geração de boas experiências a partir do momento que ela permite ao homem exercer a tolerância e respeito de [a] todas as religiões. Feito isso, as relações humanas serão cada vez mais pacíficas e o combate ao preconceito religioso passará a ser uma realidade.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 750 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos