Povo pacífico, não mesmo

Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 14/11/2016
Nota tradicional: 800
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Segundo Leandro Karnal, um dos grandes pensadores brasileiro [brasileiros] e professor na Unicamp, o brasileiro é um povo cordial, mas a violência é sempre do outro.  ?[vírgula] Ou seja, para ele o povo pouco tem de comportamento pacífico. Isso explica, por exemplo, a percistência [persistência] da intolerância religiosa em muitas cidades do país. Pode-se dizer, assim, que não faltam exemplos da pouca relação de cordialidade e harmonia entre o povo. Exemplo disso, ?[sem vírgula] pode ser observado na mudança de comportamento de muitos homens quando estão dentro de um estádio de futebol assistindo ao jogo – dificilmente não se nota [notam] pessoas se agredindo de alguma forma.

A intolerância religiosa, nesse sentido, pode ser compreendida como mais uma das formas de desrespeito entre pessoas. Esta [Ela], por sinal, pode ter começado na formação do país, em que as famosas missões jejuítas do século XVI e XVII, desrespeitando as crenças e cultura de muitas tribos indígenas, tentaram catequizar muitos destes – em muitos casos, sabe-se, utilizando-se da força. Entretanto, engana-se quem acredita que o desrespeito a outras religiões se restringe ao passado. Isso porque, segundo divulgado no site da ‘Folha de São Paulo’, de 2011 a 2014, afro-brasileiros e evangélicos foram as principais vítimas de discriminação no país. Além disso, em 20% dos casos relatados, em 2013, houve violência física. Isso comprova, mais uma vez, que muitos brasileiros de cordial e tolerantes não tem [têm] nada. ?[sem vírgula] Tal como mencionado pelo professor Karnal.

Diante Disso, nota-se que o brasileiro precisa aprender a respeitar as outras religiões – consideradas minorias quando comparadas com a católica. Uma das possíveis formas de se fazer isso pode-se dar: ?[vírgula] primeiro, pelo aumento no rigor da lei nos casos de intolerância religiosa; segundo, cobrança, por parte da sociedade, principalmente por meio de manifestações pacíficas nas ruas, da real explicação das leis contra o desrespeito a outras religiões; terceiro, palestras em escolas públicas e privadas que visem a ensinarem [ensinar] a importância do respeito ao próximo e as prováveis consequências caso isso não seja feito. Dessa forma, espera-se que esse problema seja paulatinamente amenizado.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos