Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Durante a Segunda Guerra Mundial, o líder nazista Hitler, ?[sem vírgula] promoveu uma série de perseguições e o extermínio de milhares de judeus por toda a Alemanha. Análogo a isso, no Brasil, os preconceitos contra a crença religiosa é algo que se perpetua desde a época de sua colonização, [sem vírgula] entre portugueses e índios. Hodiernamente, são inúmeros os casos de violência e debates a respeito da intolerância religiosa no país.
Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos, nos últimos 4 anos, 12% dos episódios relatados envolveram violência física. A exemplo disso, foi o caso de uma jovem de 14 anos que foi apedrejada após sair de um terreiro de Candomblé, no Rio de Janeiro. Posto a isso, é indubitável que a violência física é a pior de todas as manifestações, tal como pontuou o filósofo Jean-Paul Sartre, que a violência – seja qual for a forma como ela se manifesta – é sempre uma derrota, dando importância ao respeito a todos, sem preconceitos.
Outrossim, ainda há aqueles que sofrem ofensas dentro das escolas, no trabalho e nas redes sociais. Jovens são alvos de “piadinhas” dentro de sala de aula e excluídos, muitas das vezes, do convívio em grupo, [sem vírgula] em função de sua crença. Por outro lado, na internet, é possível ver imagens e textos que colocam uma pessoa de religião afro-brasileira, por exemplo, vítima da discriminação.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo em parceria com ONGs devem [deve] ampliar o [debate sobre o] assunto dentro das escolas e disponibilizar Centrais de Atendimento e o Disque Denúncia [Disque-denúncia] para pessoas que sofrem de discriminação, bem como punições mais severas para quem a comete. Ademais, os pais devem incentivar seus filhos quanto ao respeito as [às] diferenças. Por fim, a mídia, como grande formadora de opinião, deve fazer campanhas publicitárias a fim de combater toda e qualquer violência. Sendo assim, a sociedade alcançar-se-á [alcançará] uma conduta mais tolerante, livre do preconceito quanto às diversidades religiosas.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |