Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Ao analisar os noticiários no dia-a-dia [dia a dia] ?[vírgula] vê-se [veem-se] inúmeros casos de preconceito entre religiões, seja no Brasil ?[vírgula] ou [seja] no mundo. Quem não se lembra dos ataques a um jornal francês por publicarem uma charge sobre o islamismo [?]. Ou uma jovem q foi apedrejada no Rio de Janeiro por ir a [à] escola com roupas típicas do candomblé? Os casos são muitos. Mas como inibir ou de fato extinguir esse mal tão enraizado nas sociedades se quando questionados todos dizem ser tolerantes e sem preconceito?
Em primeiro lugar, é importante dizer que leis já foram feitas e vêm surtindo efeitos positivos na sociedade. No entanto, como toda lei, não foi o bastante para acabar de vez com as intolerâncias. Fato compreensível, uma vez que este [esse] problema está no Brasil desde antes dele se chamar Brasil. Nossa nação foi criada em preceitos de Portugal, que já chegou se impondo superior e obrigando os índios, que já tinham suas próprias crenças, a se converterem ao catolicismo, ?[ponto final] o mesmo aconteceu com os escravos posteriormente. Porém ?[vírgula] o tempo passou, Lutero fundou o evangelismo, que hoje se subdivide em outras categorias, que mesmo crendo no mesmo deus, não se entendem ou se respeitam, o que chega a ser controverso, pois o livros [livro] guia das religiões com mais devotos no Brasil e no mundo, a bíblia, prega o respeito e o amor ao próximo acima de tudo. E se engana quem pensa que a intolerância religiosa se restringe a religiosos, ateus e agnósticos sofrem o mesmo ou mais, ?[sem vírgula] por não seguirem aquilo que dizem ser sagrado.
Sendo assim, há solução paras [para] essa triste realidade? Tem de haver ?[vírgula] e o primeiro passo seria o aprimoramento das leis já existentes ?[vírgula] além de uma parceria entre governo, escolas, ongs [ONGs], famílias e sociedade em geral para incitar o respeito e a empatia ao outro. A disciplina ‘Ensino Religioso’ é de grande utilidade, sendo válido expandi-la para todas as series [séries] da fase escolar. É de grande valia também o acompanhamento a domicilio [domicílio], uma vez que a aprendizagem começa em casa. ?[vírgula] Pois a única maneira de se lutar contra a intolerância de qualquer tipo é a partir do conhecimento ?[vírgula] respeito e educação.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 100 | Nível 3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 100 | Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 650 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |