Intolerância Religiosa
Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
A intolerância religiosa é uma problemática que reside no Estado brasileiro de forma discrepante. O empecilho oriundo das dinâmicas de caráter preconceituoso, visto sob a ótica histórica-social, se conserva[conserva-se] de forma atenuante na sociedade como um todo. No segundo Império, práticas umbandas eram ilegais, assim como rituais pagãos eram punidos na Idade Média.
Foucault, filósofo francês contemporâneo, em sua obra "Micro-Fisica do Poder", nos tras [traz] linhas argumentativas que corroboram para análise do tema. Segundo seu esmero intelectual, as estruturas de poder se consolidam nas pequenas instituições do nosso espaço de convívio, ao emergir discursos que salientam valores morais, garantindo a hegemonia da ideologia dominante. Visto isso, é possível notar que a maneira do indivíduo pensar se articula com valores enraizados na sua essência, sem que ao menos tenha conhecimento disso.
O espaço geográfico e suas organizações estruturais tendem a dividir a cidade em detrimento de aspectos socioeconômicos, étnicos, e sobretudo, religiosos [étnicos e, sobretudo, religiosos]. Outrossim, o cidadão passa a considerar seu ponto de vista como algo que antecede outras tendências de entender o mundo em que vivemos. A falta de convivência, tanto no campo prático como na formação intelectual, culmina na existência de práticas intolerantes. As religiões afro-descendentes, de modo geral, são negligenciadas pela população e estão distanciadas da hegemonia ideológica, conferindo aos seus adictos destaque na computação das vítimas de discriminação religiosa.
Tendo em vista os argumentos supracitados, surge a necessidade, por parte da população, de dialogar e compreender pensamentos sociais diferentes da narrativa predominante. Quanto ao parlamento e instituições de administração pública, é preciso a deliberação de medidas que se atentem à laicidade do Estado. Na esfera educacional, seus principais agentes devem discutir divergentes formas de entender a religião, cujo escopo principal é o combate à intolerância, que se faz tão presente no Brasil.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |